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Wednesday, September 23, 2015

to forgive and be forgiven

Today is yom kippur. 

I am not religious though. I am even what we call an atheist, I don't believe in religion, not in the mainstream ones anyway. But I believe. I believe in Humanity. Yes, I know. Still. I believe in people. I believe that there is good and bad. That good people do bad things sometimes and that it doesn't make them bad people. (being that those bad things are not very bad things). I believe in second chances. I believe in happiness. I believe in humility and forgiveness.

Today is yom kippur and although I am not a Jew, I like the idea of taking the time to reflect and forgive those who have wronged us and hopefully be forgiven of the times we've wronged others.

Today, I choose to forgive, clean my plate and move forward. So I forgive you who have ruined a few years of my life. And I forgive you who made me feel bad about myself. I also forgive you for not being the best of friends sometimes. I forgive you who hurt my feelings sometimes. 
And you, will you forgive me for my quick temper sometimes? For those times when I go ballistic and blow a fuse? What about those times when I was cranky, will you forgive me about those too?

Tomorrow will be a new day with a clear board. I sure hope I'll be able to keep it uncluttered for as long as I can.

Tomorrow is a new day.


#YomKippur #ToForgiveAndBeForgiven

If you wish to read some more on Yom Kippur, I suggest you read the Yom Kippur guide for the perplexed:http://www.jewishpress.com/judaism/holidays/yom-kippur-guide-for-the-perplexed-2015/2015/09/21/

And this piece on atonement: http://www.ibtimes.com/what-yom-kippur-11-quick-facts-you-should-know-about-2015-jewish-day-atonement-2106694


Sunday, June 7, 2015

emigrar muda-nos?

Há dias encontrei este texto [http://sunnydot-blog.blogspot.sg/2015/05/o-que-muda-em-nos-quando-emigramos.html]  que me levou a pensar. 

Só aí já ganhou pontos.

E chego à conclusão óbvia: concordo com a autora. Ora bem, se nos expomos a outras culturas, a outras mentalidades, não é natural que mudemos? Mas há um senão; nesta peça parte-se do pressuposto que no nosso ambiente, com as nossas pessoas, nada muda e aí não concordo! Acho que estamos sempre em mutação, porque vamos aprendendo com cada experiência vivida, com cada nova pessoa que cruza o nosso caminho, independentemente da pessoa falar chinês ou cabo-verdiano. E é tão bom! 
Volto a casa e está tudo igual mas tudo diferente. 
O contra nesta minha teoria é que a cada mutação e por muito que continuemos a gostar das nossas pessoas, a encantar-nos com as suas personalidades, sinto o afastamento inegável de certas pessoas que me eram tão queridas. Esforço-me constantemente por partilhar pedacinhos de mim e por sorrir a todos os seus bocadinhos na esperança que a distância nunca seja tão grande que deixe de se sentir. Longe mas perto!

Friday, April 24, 2015

Mommy! I'm hungry!

I've been a mother for 8 wonderfully challenging weeks. Yes, that's right, happiness is not an easily achieved thing, especially when we are talking about motherhood and children. I was used to control my life and have had to accept chaos and still, in my heart, I am over-the-moon happy to be a mom.
I know I have still so much to live and learn as a parent (as a human being as well but one thing at a time) but I have already experienced sooooo much! 
I came across this picture and article on facebook, this precious source of information and it seems it's been a huge buzz. 
I'll admit it: I am still unexperienced in the matter, but for some reason I can totally relate to what's shown here. Could it be because when my-most-precious cries his lungs out, I could do anything just to bring him some peace? Yes. Could it be because even though I wish I could be there for him every second of the day, sometimes it is just not possible and it hurts that I have to accept that? Yes. Could it be because the moment I knew he was growing inside of me I knew I would do anything for him? Yes. And I am sure there are many more reasons that I am not aware of still.
This picture is not shocking at all to me, what about you? Are you shocked? 

Source: http://www.dailymail.co.uk/femail/article-3048548/Photo-mother-breastfeeding-daughter-home-sitting-toilet-goes-viral.html


Saturday, April 18, 2015

Casei!

Pois foi! Casei! Já foi há uns meses, um pouco mais de 6 meses até; altura de muitas emoções e muito há para contar, comentar,... Hoje, escolho uma tema um pouco controverso se calhar. Volta e meia, leio um artigo ou um post, oiço um comentário ou converso com alguém, e gosto de esclarecer uma coisa: não perdi coisíssima nenhuma!

Passo a explicar porque parece que nos dias de hoje, em que tanto se luta pela igualdade de direitos homens/mulheres, eu (e outras) ter adoptado o apelido do meu marido é comparado a um crime. Ok! Estou a exagerar um pouco, mas a verdade é essa, fala-se em perda de identidade, submissão, e até falta de inteligência. Uiiiiii 

Primeiro, quem me conhece até sabe que sou ligeiramente feminista, que não sou pessoa de esperar a ajuda de um homem para me "salvar" de alguma situação muito menos esperar que o meu marido me ajude a ganhar uma identidade. Até porque pelo que parece, tenho identidade própria e como que, bem vincada até. (dizem as más línguas). 

Segundo, submeter-me a tal da pressão social é algo completamente  incompatível com a minha personalidade. Claramente. E isso, já diziam de mim pequenita: que não me podiam obrigar a fazer nada que eu não quisesse fazer. Nunca fui seguidora nem submissa à outros nem a modas. Sempre gostei de fazer o meu caminho e ainda hoje,  quando vejo setinhas no metro de Singapura para que os utilizadores sigam como carneirinhos o caminho até às escadas, tenho o impulso de passar para o lado de lá da corrente humana.

Por fim, serei eu demasiado romântica ou inocente por ficar chocada com o facto dum dos motivos apresentados para a não adopção do apelido do marido ser evitar a burocracia necessária na eventualidade do divórcio?! Só me apetece perguntar: será que querem mesmo casar? Mesmo?

Eu sempre soube que iria querer o apelido do meu marido. Para mim, o Casamento representa a união duma família e não queria de forma alguma, ser a mãe (Sra. C.) que iria buscar o filho (Menino A.) à escola. Não fazia sentido para mim. Era completamente inconcebível para mim, ter um apelido diferente dos meus filhos. Eu queria fazer parte duma família unida e reconhecida nesta união. E hoje, esposa e mãe (ainda que recente), estou feliz por o ter feito.

Uns tempos depois do Casamento, uma das minhas amigas, a L., perguntou-me porque o tinha feito, porque tinha adoptado o apelido do meu marido, porque a tinha surpreendido que, independente que eu era (e continuo a ser), não tinha imaginado que fosse algo que eu pudesse querer. Expliquei à minha amiga, que mais importante que a minha independência, era a minha família, e que fossemos unidos. Penso que a deixei a pensar, se calhar até a repensar a decisão dela, uns anos antes, de não adquirir o apelido do marido. Somos todas e todos diferentes e também as nossas decisões de há uns anos poderão ser bem diferentes das que tomaríamos hoje, e não acho que seja um problema ou que esteja mal, avançamos cautelosamente (mas não em demasia) com integridade e com a informação disponível, e esperamos sempre que sejam as melhores decisões. (Um beijinho amiga L.)

O meu marido até ficou surpreendido quando lhe falei na minha intenção e até me pôs à vontade e disse-me que não tinha de o fazer, mas eu expliquei-lhe os meus motivos e no fim até ele pensou em adoptar o meu. Fiquei sensibilizada e até teria gostado; em toda a sinceridade, não imaginava que fosse assim tão simples, mas pronto, este artigo sempre serviu para alguma coisa: esclarecer sobre a lei, e quem sabe um dia, assim o faremos.

Agora, reitero, esta foi a minha escolha. Escolha que assumo, feliz, ainda hoje e espero por muitas décadas.  E a quem acha que perdi a minha identidade respondo: não perdi coisíssima nenhuma! Ganhei uma família!
E lamento se a minha decisão ofende mas lamento ainda mais, que pessoas minhas conhecidas concordem com o conteúdo deste artigo. O que me importa é que sou feliz, e espero que o sejam também. 



Fonte: Jornal Público, edição de 18.11.2014, autor Claudia Bancaleiro

http://lifestyle.publico.pt/artigos/341672_identidade-submissao-ou-amor-o-que-significa-adoptar-o-apelido-do-marido/1


Saturday, May 3, 2014

equilibrium



Torn between who we are and who we wish to be and what we are expected to be; we aim at balancing our life and ourselves accepting smiles and tears that may spring up.

Choices are never easy. Still I choose to see the good and count on you to see that no evil is in my words or in my eyes; only maybe some clumsiness and I thank you for your leniency.

Tuesday, April 15, 2014

non. non. non. politicomania in grocery store part II

Me revoilà à politiquer tout autour de moi.
Parfois je m’interroge : est-ce normal ? y a-t-il d’autres  bizarroïdes comme moi ?
A Dubai, je m’interrogeais sur les fruits et légumes et leur provenance (Cf. post de 2012: politicomania-in-grocery-store). Ici, à Singapour, je vois le Front National partout, boissons, produits laitiers,… je me demande bien quel ingénieux marketeer est l’auteur de ce chef d’œuvre !
Quant à moi, je dis NON au FN, NON au Front National, idéologie à 2 balles ou jus de fruit.
Je me rends bien compte que je « pousse le bouchon un peu loin (Maurice) » mais, je suis comme ça (et je ne le regrette pas ;).

Et pendant qu’on est à parler de marketing bien fait, je vous suggère un choco-suisse !





Tuesday, January 28, 2014

smoking. no smoking.

It was almost normal, a cigarette, many times an ice breaker. I was a social smoker.
As laws were passed to prevent smokers to pollute everyone else's fresh air, it almost left like I was an outlaw. Obviously, I am painting a much more dramatic picture here than what it really was, but this was the spirit of the situation, the pressure that I left at the time.
Today, It's been 8 months since my last cigarette. (In all fairness, I have had a couple of smokes since, in a few social situations, but that was it.) I feel liberated not to have to look for smoking coffee shops or where to buy my next pack, and this has been a very agreeable experience but on the other side, it brought me some weird feelings as well, something I wasn't prepared to face, the still-smoking-judgmental looks that would now be part of my new smoke free life. I don't quite understand why but it's like the still-smoking feel I am crying out loud that I succeeded where they failed, which I am not! But still, I feel I am guilty of something. When at a dinner party, people step outside to have a smoke and I decline the invite, I see those dark looks demanding that I mustn't show their better halves or their families, kids, that quitting is possible. It is quite a weight to bear to have quit smoking as my friends put all their I-can't-quit-smoking guilt on me. I sometimes just feel that maybe I used to be too harsh on the non-smokers and the new laws they keep finding to prevent smokers from polluting the environment.
So to avoid all this, I just accept all invites to step outside and have a smoke: no one realizes I am not smoking and I get to socialize with my dear friends; only down side is that I must find a way not to catch every single cold or virus the precious wind and air brings to me, but I'll manage.


Saturday, January 25, 2014

gay/lesbian/straight, a family concept

Every gay couple adopted child was
created and abandoned by a straight one.

In the past few weeks, Portugal’s been shaken by lots of chattering and all around co-adoption and I wonder why this matter is so controversial: why is adoption by two gay people or two lesbian women such a conflict in people’s minds, shouldn't we discuss the whole concept of family instead? In my opinion, we are mixing things up, what makes a family a family? I would dare think that a family grows around love, understanding and respect, and even the will to pass on one’s experience, knowledge, wisdom and traditions. I don’t understand where sex or genetics influence anything in these concepts. Can I ask someone smarter to explain to me why a mommy and a daddy raise a better child than two mommies or two daddies? Come on people! Focus on what matters! Open your minds!

I’d like to share a drawing from Bruno Gaspar (https://www.facebook.com/bruno.gaspar.731?fref=ts), author of Pela Estrada fora (https://www.facebook.com/pages/Pela-estrada-fora/391738394258613). For me, we should be keeping an eye on him, he seems to share a pretty interesting spirit.

Tuesday, March 5, 2013

pelo Mundo

Boa Noite Kathy,
 
1 - Gostaria de saber a sua idade, naturalidade e percurso académico.
Olá, sou a Kathy, tenho 34 anos, já pertinho dos 35, nasci em França e licenciei-me em Comércio Internacional na Sorbonne Nouvelle, Paris. Mal acabei o curso, enchi o meu carrito com as minhas coisitas e rumei a Portugal, Leiria. Aí continuei a formação em diversas áreas complementando a minha formação inicial, Marketing, Relações Públicas, Publicidade, e também formação de carácter mais pessoal, quando tirei uma pós-graduação em psicologia criminal.
2 - Desde quando vive no Dubai e por que decidiu ir?
Estou no Dubai há 2 anos e meio e surgiu como uma “loucura do momento”, ou seja, tinha um emprego estável em Portugal, numa empresa razoavelmente boa, no entanto, sentia que pessoal e profissionalmente estava a estagnar e que a evolução que gostaria de ter, era quase impossivel acontecer ficando lá. Assim quando me perguntaram se queria tentar uma experiência nova no Dubai, não hesitei e passdos uns dias, rescindi contrato com a empresa para a qual trabalhava havia quase 9 anos, arrumei as malas, arrendei o meu apartamento e fui apanhar o avião.
3 - Foi sempre seu desejo viver/trabalhar fora de Portugal ou tratou-se de uma necesidade?
A minha intenção era, e continua a ser, viver em Portugal, um modo de vida com o qual sempre me identifiquei. E a minha experiência no Dubai, não passa disso mesmo, uma experiência. Embora hoje, esteja a ponderar estender a aventura por mais uns tempos, o objectivo será sempre, regressar a casa.
4 - Conhecia alguém no Dubai que tenha ajudado na sua integração?
Ao invés da minha primeira mudança, a de França para Portugal, em que fui sozinha e com muito poucos amigos lá para me ajudar na integração (tenho a agradecer ao Ricardo, ao Telmo, a Joana, a Geni), a minha mudança para o Dubai foi facilitada pelo facto de ir com o meu namorado. Tudo se torna mais fácil, quando temos alguém para partilhar as incertezas e as experiências, e fomos aprendendo os dois a integrar-nos neste pais fantástico.
5 - Foi difícil a adaptação a um novo país, a uma nova forma de estar na vida e no trabalho?
Não posso qualificar de fácil ou difícil a adaptação a este país, por serem tantas as variáveis... Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é uma cidade muito cosmopolita, onde 80% da população é expatriada, então a vida na Cidade é muito virada para o expatriado e para o exterior em geral (turismo). Apesar de ser um país de cultura árabe, as liberdades individuais são muito parecidas às que conhecemos na Europa, mas se isto é a realidade do Dubai, não se pode dizer o mesmo dos outros emirados vizinhos muito mais tradicionais. O desafio principal é entender os diversos sotaques de inglês que nos aparecem, de indianos, paquistaneses, filipinos, franceses, ingleses, australianos,... e com isso, aprender também a lidar com culturas e maneiras de ser e estar diferentes, a religião, a maneira de conduzir, a maneira de trabalhar, de lidar com horários,... Acho que pelo facto de sermos “todos” estrangeiros, longe das nossas raízes, existe uma cohabitação mais compreensiva, e isso será o elemento facilitador. Enquanto que a adaptação ao calor extremo ou às regras impostas durante o Ramadão, serão os elementos menos favoráveis. Durante o Ramadão, o muçulmano, não come, nem bebe durante as horas do dia, e nesses dias, ninguém pode comer em público, beber em público, dançar em público, fumar em público até o sol se pôr. Mas é só durante um mês, e os prós compensam os contras. O outro senão que me deixará sempre um sentimento de inacabado, é o facto dos Emiratis serem pessoas muito pouco viradas para o “exterior”, ficam muito entre si e não abrem as portas aos expatriados com facilidade, acho que ser convidada a tomar um chá em casa de um Emirati teria completado a minha experiência cá.
6 - Que visão tinha da vida dos emigrantes antes de partir para o Dubai e que visão tem agora?
A vida do emigrante é um tema que comento muita vez. Acho que somos uma geração de emigrantes sortuda. Eu cresci a ouvir as histórias dos meus avós, que emigraram para França nos anos 60 em que a necessidade era quase vital, ao ponto que se sujeitavam a condições de vida muito rudimentares, lembro-me do meu pai me contar que quando chegaram a França, foram viver com um irmão do meu avô e a sua familia, num apartamento minusculo com um só quarto. Quando vim para o Dubai, lembrei-me disso tudo. Eu escolhi vir, porque queria viver uma aventura, vim viver para um T1 maior que o meu em Leiria, num predio com seguranca 24h por dia, 7 dias por semanas, com sauna, banho turco, jacuzzi, ginasio e piscina, e dei-me “ao luxo” de escolher entre várias propostas de trabalho. Sei que há quem emigre por necessidade, no entanto, pelo que vivo, e pelo que vejo, a nossa geração não se sujeitaria nunca ao que se sujeitaram os nossos antepassados, e não acho que seja errado. Ainda bem que temos outra qualidade de vida que aquela que tinham os nossos avós no tempo do Salazar, ainda bem que temos uma vida de maior qualidade e de maior exigência. Simplesmente, a emigração é diferente. Da minha experiência, a minha “emigração” trouxe-me e traz-me tanto: estou a aprender a falar árabe, viajei imenso, voltei a sentir estimulação profissional, saltei de paraquedas e aprendi a fazer snorkeling...
7 - Vai continuar a viver no Dubai? Gostaria de trabalhar/viver noutro país? Qual? Porquê?
Na verdade, a experiência Dubai estará a acabar, ou pelo menos a entrar em stand-by. Neste momento, a ideia é ir passar o verão a Portugal, recarregar as baterias lusas. E porque chegou a necessidade de vivenciar momentos priviligiados com a familia e os amigos, irei entregar a minha carta de rescisão a meados do ano. E no fim do verão, fazer-se-á a avaliação de propostas, desejos de outras aventuras e veremos onde o vento me levará. No Dubai, conseguirei arranjar trabalho de novo, mas confesso que se calhar estaria mais inclinada para um projecto diferente, Singapura, Brasil ou Estados Unidos.... o futuro o dirá.
8 - Com que frequência vai para Portugal e o que pensa da situação económica do país?
Tenho a sorte de conseguir ir a França e a Portugal com alguma frequência, embora o ano 2012 foi mais dedicado a passeios pela Ásia, fui a Portugal 2 vezes. Acompanho diariamente a situação socio-económica de Portugal, mas raramente comento, ate porque nao sei se tenho o direito de comentar algo que escolhi deixar; no entanto, e ja que faz parte dos objectivos desta entrevista, confesso que a situação que se vive em Portugal me preocupa mais numa perspectiva social do que económica. E claro que a situação económica se degradou nos últimos anos, mas acho que se calhar, por tradição, o povo portugues tende a adaptar-se, o que e uma característica excelente nalgumas situações, mas que não o será noutras, quero referir-me as desigualdades abismais de vencimentos por exemplo, ou se calhar a prática corrente do factor C(unha). Mas até isso nos está nos genes e na alma, ou não seríamos nós, o povo da Saudade, palavra temida por muitos tradutores que significa muito mais do que palavras possam expressar.
O meu desejo hoje, é que a marca deixada pela minha geração de emigração seja semelhante à marca que
deixaram os nossos avós onde emigraram, uma marca de dedicação, seriedade, profissionalismo e educação.

http://www.empregopelomundo.com/2013/02/kathy-carrico-dubai-e-a-u/


Thursday, December 13, 2012

70/72


Il était une fois l’hirondelle du printemps. Elle vient annoncer l’arrivée des beaux jours et semer des couleurs un petit peu partout, commençant en Alaska, elle finira en Nouvelle Zélande et ne s’attardera qu’une heure tout juste dans chacune des longitudes, et elle sera reçue par chacune avec la même légèreté et le même sourire. Mais elle doit repartir, et même si ça nous attriste, nous devons lui permettre d’aller étaler ses couleurs, ailleurs.

Je ne serais là qu’un court moment, 3 jours, 72 heures à peine. C’est court, certes, mais il faudra le vivre intensément. Et lorsque je volerais 2 heures à ce court moment, il ne faudra pas m’en vouloir, il faudra seulement comprendre que le temps est ce qu’il est et qu’il est autant à vous qu’à moi, qu’en rien cela ne signifie que vous ne méritez pas, à mes yeux et à mon cœur, toutes les heures de mon existence, que même pendant ces 2 heures, comme pendant toutes les autres où je suis loin, vous êtes avec moi, et que les querelles ne serviraient a rien d’autre que de gâcher les 70 autres heures dont nous devrions profiter.

Thursday, December 6, 2012

steps, rules,... who cares???


and when we let our principles dictate our lives, we’ve reached
that moment when we need to just ask ourselves, where do I
want to go?
 
                                                                   I’ve made up my mind! I’ll have step 3 before I reach step 2
                                                                   and I will be happy!

question mark ???


Avec une pudeur à peine dissimulée, je regarde le destin de ces gens, de ces familles qui sont maintenant à jamais changées, bouleversées. Plus jamais elles ne seront ce qu’elles ont été et je pleure et je pense à ce que nous devrions valoriser alors que nous passons nos vies à nous chamailler comme si nous contrôlions tout et que nous ne risquions jamais de perdre notre bonheur que parfois nous ne voyons même plus.

C’est aujourd’hui le 1er jour du reste de nos vies, comment allons-nous la laisser s’écouler ?

Sunday, September 9, 2012

a minha aventura


Ando aqui de um lado para o outro, em busca de mim, deixei a Franca para Portugal, país das minhas paixões e mais tarde voei até ao Dubai em busca de aventuras, e novas excitações.
Nestas voltas, encontrei sempre o que fui procurar, construí a minha vida em Portugal, criei raízes e senti emoções, Portugal mais que nunca se tornou a minha pátria.
Hoje no Dubai há quase 2 anos, as aventuras todas ou quase todas, vividas, põe-se a questão de regressar a casa, ao pais, à família e aos amigos deixados para trás num rasto de saudade.
Mas muitos amigos emigraram para poderem concretizar sonhos que Portugal já não permite sejam sonhados, e os que por lá ficaram, estão em luta, com medo na barriga e olhos tristes e dizem baixinho, não voltes, fica aí que estás bem, isto aqui está horrível, isto aqui é uma miséria…
Tristeza, tanta…
E eu que só sonho em regressar a casa, sinto-me invadida por por esta angustia que leio nos vossos emails, que oiço nos nossos telefonemas, e sinto nos vossos silêncios.
E esta dor que se sente, partir ou ficar…


Wednesday, December 14, 2011

Qu’on m’explique !

Je ne parviens pas à comprendre ces attitudes… Par contre, je comprends de mieux en mieux ces politiciens dits racistes qui en ont assez de voir leur pays « envahis ».
Je sais ce que c’est que d’immigrer. Mon père a immigré en France dans les années 60 avec ses parents. La quête était bien celle d’une situation meilleure, d’un emploi, d’une éducation décente pour leurs 4 enfants et cela passait par l’abandon d’un régime dictatorial qui se vivait au Portugal, à la recherche d’une démocratie, d’une liberté !
A cette époque-là, les immigrés, étaient connus pour être sérieux, travailleurs, respectueux, ou n’était-ce déjà que par rapport aux immigrés portugais ?
Plus tard, j’avais 21 ans, et bien que je sois née dans ce merveilleux pays, pays des libertés et des droits de l’homme, je suis moi aussi partie. La quête était différente, mais j’emportais avec moi toute ma culture française et toute mon éducation luso-française. Et j’en étais fière. A vrai dire, je le suis toujours.
Pendant les 9 premières années où j’ai vécu au Portugal, j’étais Catia et non Kathy. Ça ne m’enchantait pas ! Ceux qui me connaissent le savent bien, et bien j’ai dû m’y soumettre. En 1978, l’alphabet portugais était plus réduit que celui de la France, donc quand j’ai été déclarée au Consulat du Portugal, eh bien j’ai changé de nom, je m’appelais Catia. Bien sûr, les lois avaient changé 21 ans plus tard, mais les services administratifs n’étaient pas des plus coopératifs, et puis j’étais fatiguée, alors ça m’a pris 9 ans pour officialiser mon nom, celui que mes parents m’ont donné à la naissance, celui qui faisait partie de mon identité pendant les 21 premières années de ma vie.
Eh bien, voilà, je continue à croire malgré tout, que si l’on décide d’immigrer dans un autre pays que le nôtre, et bien on doit se soumettre aux lois et coutumes. Je ne comprends pas que l’on puisse imaginer que l’on a le droit de changer tout ce qui ne nous convient pas dans notre vie et n’en faire qu’à notre tète alors qu’on nous offre la possibilité d’opter pour une amélioration.
Oui, c’est un choix ! On choisit d’immigrer ! On choisit de respecter !
Je suis pourtant bien pacifiste et prône sans cesse les « cherche ta place », « sois heureux dans tes choix », mais est-ce que cela doit être au détriment des autres ?
Pourquoi mesdames musulmanes ne pouvez-vous pas accepter que si vous vivez en France et bien il faut vous soumettre aux lois ? Pourquoi continuer, malgré les amendes, à n’en faire qu’à votre tête ? Vous avez choisi la France pour ses valeurs et ses opportunités, ne devez-vous pas à la France, le respect de ses lois ?
Mes immigrations ne sont pas terminées. Aujourd’hui et depuis 1 an, je vis à Dubai. Dubai est sans nul doute le plus occidentalisé des pays musulmans, la vie y est très agréable. Cependant, les lois sont là : je ne peux pas boire d’alcool, je ne peux pas avoir les épaules trop dénudées, ni des shorts ou jupes trop courts, … et je dois respecter l’islamisme (comme ils respectent mon Catholicisme), le Ramadan. Je dois respecter les lois. Sinon, c’est simple, c’est la prison !
Mais vous, mesdames, vous choisissez de dire « je fais ce que je veux, donnez-moi les amendes que vous voulez, et puis je n’irais pas aux cours d’éducation civique auxquels vous voulez m’envoyer. » Cette lutte était-elle justifiée ? Si vous n’aimez pas les lois françaises, vous avez le choix aussi d’émigrer.
Pendant le Ramadan, j’ai choisi de me balader avec une amie dans les souqs, ces marches traditionnels, et bien sou un soleil de plomb, près de 50 degrés, et après près de 4h de promenade, mon amie et moi nous sommes senties mal, une insolation, faut dire que l’on n’a pas le droit de boire en public pendant le Ramadan, c’est interdit. J’ai choisi de me balader, et bien je me dois de respecter la loi, et je m’interdis de boire en public.
Je ne suis ni pire, ni meilleure que quiconque. Je pense cependant, que parfois, il faut se remettre en cause. Soi. Ses traditions. Ses coutumes. Ses choix !
Moi j’ai choisi.








http://www.leparisien.fr/societe/voile-integral-une-femme-condamnee-a-15-jours-de-stage-citoyen-12-12-2011-1764989.php