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Tuesday, July 21, 2015

La France, ce nouveau far west?

Je me souviens quand, doucement mes copains de fac souriaient quand je leur disais d'où je venais; pour eux, c'était la campagne. À l'époque, je ne trouvais pas ça drôle que l'on se moque gentiment de ma ville, ce n'était pas la campagne, il s'y passait des choses, des choses intéressantes même! Aujourd'hui, de loin, je suis ce qu'on en dit, ce qui s'y passe. De loin, je n'oublie pas. Aujourd'hui je me dis que ça ne serait pas si mal en fait sic'était la campagne...
Je n'oublie pas. Je n'oublie pas ma ville, ni le pays, ni ses gens qui m'ont fait grandir. Ils sont une partie de moi. Un petit bout de moi. Toujours chers à mon cœur. 
Je lis. J'écoute. Et je crains.
Je lis la violence. Je lis la lâcheté. J'écoute la peur. J'entends la haine. Je ressens la douleur. Je crains l'abîme.

Des femmes sont violées dans les trains sans que personne n'intervienne.
Des hommes mitraillent au nom d'une idéologie que personne ne comprend.
Des hommes sont emprisonnés pour avoir refusé de détourner les yeux.
L'humanité est bafouée pour alimenter les egos de ceux qui se disent bienveillants.
...

Où est cette campagne que je redoutais? 
Où est cette liberté, égalité, fraternité que j'admirais tant?

Pourquoi voudrais-je retrouver un pays qui me semble étranger? 
Je me souviens de mon prof de géo de 1ère qui me disait que rien n'était aussi grave que je ne le décrivais. "Prends 2 aspirines et va voir le roi lion, ça te détendra." disait-il. Quelqu'un sait dans quelle salle ils passent Le Roi Lion? je crois que j'ai besoin d'un peu de chill...
Bon et si vous voulez me tenir compagnie dans ma confusion (je fournis les aspirines):

Sunday, June 7, 2015

emigrar muda-nos?

Há dias encontrei este texto [http://sunnydot-blog.blogspot.sg/2015/05/o-que-muda-em-nos-quando-emigramos.html]  que me levou a pensar. 

Só aí já ganhou pontos.

E chego à conclusão óbvia: concordo com a autora. Ora bem, se nos expomos a outras culturas, a outras mentalidades, não é natural que mudemos? Mas há um senão; nesta peça parte-se do pressuposto que no nosso ambiente, com as nossas pessoas, nada muda e aí não concordo! Acho que estamos sempre em mutação, porque vamos aprendendo com cada experiência vivida, com cada nova pessoa que cruza o nosso caminho, independentemente da pessoa falar chinês ou cabo-verdiano. E é tão bom! 
Volto a casa e está tudo igual mas tudo diferente. 
O contra nesta minha teoria é que a cada mutação e por muito que continuemos a gostar das nossas pessoas, a encantar-nos com as suas personalidades, sinto o afastamento inegável de certas pessoas que me eram tão queridas. Esforço-me constantemente por partilhar pedacinhos de mim e por sorrir a todos os seus bocadinhos na esperança que a distância nunca seja tão grande que deixe de se sentir. Longe mas perto!

Friday, June 5, 2015

The red umbrella

A few days ago, I don't know what I was thinking - or obviously, not thinking - I made the rookie mistake of going out without my umbrella. 

Kid in the baby carrier, bib in the pocket, keys in one hand and phone in the other. I had everything! Except for the umbrella. But well, it was ok! After all, I was only supposed to be out for a few minutes and those clouds were so far away! Or were they?

I wasn't farther than 300 meters from home when it started raining. Not a light rain. The real deal! The real tropical, drops like cherries, rain!

At this moment, I just looked at my son and sadly "covered" him with my hands. Yes, my two huge 10 cm hands! And I started running back home. Run? Well! Have you ever tried running with your baby on your belly (thank you baby carrier), your tiny hands covering him as much as it is possible, shoes soaked and almost no visibility at all? Well, let's just say it's hell on earth!

And in all this darkness, I started believing again! We were saved by the xerox lady and her red umbrella! 

At only 50 meters from our condo, a lady stopped her car in the middle of traffic, got off and came to me with this brand new, still in the plastic bag, red xerox branded umbrella and quickly returned to her car never to be seen again.

At this point, it could have just been a shopping plastic bag that it would have meant everything, just because it made it possible for me to protect my child.

I am so thankful!

That day, just like that, I regained faith in mankind! Faith in the people of Singapore. Faith in the men and women of our world. And even faith in Xerox!

Thank you xerox lady, you made my day!

Saturday, May 16, 2015

Somar anos é somar vida!

Somar anos é somar vida!


Oportunidades aproveitadas e outras perdidas
Amizades criadas e outras não alimentadas
Sorrisos dados e sorrisos recebidos
Aventuras ultrapassadas e outras não atrevidas
Desafios superados e outros nem sequer imaginados
Ajudas oferecidas e apoios recebidos
Discursos assumidos e outros silenciados
Família amada e familia depreciada
Momentos aproveitados e outros escapados

Somar anos é somar vida! 

O importante é que nos orgulhemos do balanço, que nos faça feliz; e isso, está nas nossas mãos.

E se houve anos em que somei decepções e em que o balanço ficou aquém das minhas ambições, fiz sempre por não repetir erros do passado e aproximar-me tanto quanto pude do que sou e do que quero ser.

Monday, May 4, 2015

O meu primeiro dia da mãe

Ontem, em Portugal, celebrou-se o 'dia da mãe'. 
Como todo o bom emigrante, estamos a par destas datas importantes e assinalamo-las com a devida consideração, beneficiando assim duma dupla celebração - ou como no nosso caso, duma tripla celebração. Assim o dia da mãe assinala-se também a 10 (França) e a 30 (Singapura) de Maio. Mas este, é outro assunto.
O dia da mãe para mim este ano teve uma nova dimensão, sendo que já não sou "só" filha e passei a ser mãe também, com tudo o que isso acarreta de amor incondicional e de maravilhamento constante. Mas este dia traz também luz a 36 anos de vida e vida a um sonho tido e desistido. Este dia representa tudo o que sou e que pensava a sempre perdido. 
Eu, hoje, não celebrei só o dia da mãe. Eu, hoje, celebrei o dia da vida; o dia em que os sonhos se realizam e vencem as promessas de dias bons, em que os percalços da vida são vencidos e as provas superadas são esquecidas. 
Hoje, celebro-te a ti, peanut, a razão do meu ser.
Obrigada zowjee por teres visto em mim os sonhos e afugentado as sombras. 

Friday, April 24, 2015

Rendez-vous des bébés



Il est 9h30, je profite de la "fraîcheur" (30 petits degrés) matinale pour faire une balade avec mon bébé. 
J'ai la chance de vivre dans un cadre idyllique et j'en profite. Je ne serais pas seule, je le sais. À Singapour, la natalité connaît un grand boom depuis plusieurs années et des bébés il y en a énormément, alors chaque parent, à sa façon, profite de la douce chaleur et du grand air pour faire une belle balade. 
On se reconnaît, on se sourit timidement. Presque tacitement, on se retrouve chaque matin, au départ de nos activités. 
C'est le rendez-vous des bébés! 

Friday, April 25, 2014

a magia de Bali


Primeiro fim-de-semana comprido em Singapura, pensamos logo que temos de aproveitar para passear um bocadinho. A escolha e grande mas no final hesitamos entre Vietname e Bali, Indonésia, e optámos por Bali. Já estávamos com saudades de snorkeling, mergulho e paraíso, há quase 1 ano que saímos de Dubai.
Algumas semelhanças e diferenças com a nossa viagem a Phuket, Tailândia. Quando fomos a Phuket, era a primeira viagem assim para um paraíso, mas como sempre, estávamos prontos para a Aventura. Também ainda não fazíamos snorkeling nem mergulho, e foi lá que ganhámos vontade. Bali é uma ilha bem maior e isso implica alguma organização prévia: saber o que se pretende fazer e ver e como nos vamos deslocar. E eu adoro organizar e planear.

Primeiro passo: definição do que queremos ver e fazer
Após alguma pesquisa na net e no guia turístico que comprei, notei que Bali tinha muita riqueza: a natureza e os vulcões, o mar e os seus desportos e a cultura e tradições. E decidi que queria ver um pouco disso tudo, claro!
Soube duma zona de mergulho fantástica onde se pode ver um navio americano afundado pelos Japoneses durante a segunda guerra mundial, ideal para mergulho e snorkeling. Era perfeito!
Analisei muitos dos Templos que lá há, e acreditem que há imensos e defini aquele que eu queria ver, aquele que reunia tudo o que me toca. Era lindo!

Segundo passo: fazer com que tudo seja possível
Agora é que começa a magia.
Comprar bilhetes. Check. Verifico assim que o aeroporto internacional está na pontinha sul da ilha. E  pego no mapa da ilha onde indico aeroporto de chegada, sítio de mergulho e snorkeling, localização do Templo e surpresa, vamos ter que percorrer a ilha quase toda.
Se olharmos para o mapa e nos guias, vê-se que as minhas escolhas não foram as mais comuns: a praia mais turística e Kuta, muito pertinho do aeroporto e Ubud era a vila mais próxima de Kuta e do aeroporto, tem Templo também e muitos mais acessos. No entanto, não era praia que queria fazer, nem queria bater aqueles caminhos turísticos! Eu queria natureza, vulcões e lagos, serenidade e beleza e decidi que não era impossível, que bastava um pouco de logística então “logistiquei”!

Terceiro passo: tudo e possível
Saímos de casa às 5h da manha, o táxi estava à porta à nossa espera e leva-nos ao aeroporto, lá vamos nós, de mochila às costas. Ainda houve quem dormitasse na sala de espera, mas eu não conseguia, já estava em pulgas. O voo da Garuda foi muito bom, 3 horinhas que passaram num instante, se calhar 3 horas parecem mais instantâneas quando vamos de férias, porque não me lembro duma manhã de trabalho passar assim tão depressa... À chegada, temos duas missões: levantar dinheiro local e encontrar o nosso motorista, pois pedi ao hotel para nos arranjar transfer. A primeira missão foi cumprida com êxito e sentimo-nos logo milionários: à questão “quanto dinheiro levantamos” respondemos com “alguns milhões”, dois e qualquer coisa, já não se conta. 1 Euro equivale a quase 16000 IDR, Indonesian Rupee, a moeda local. Com dinheiro no bolso, fomos à procura do nosso motorista, Gueday estava à nossa espera, de sorriso na cara. Verificámos mais tarde que todos os locais sorriem, todos! E isso é mágico! Subimos para uma carrinha novinha e lá vamos nós para 3 horas de caminho até à ponta norte da ilha. Pois é: pondo dum lado da balança, o tempo, os quilómetros e os custos e do outro lado, os nossos sonhos, optei por um hotel em Tulamben, a 3 horas de carro do aeroporto mas que me pareceu ideal, e comprovámos que o era.
O motorista foi fantástico e a viagem tornou-se numa visita guiada pelos campos de arroz com paragens para fotos e um almoço de comida local em Candidasa, um sítio lindo com macacos à beira da estrada. Foram 5 horitas bem passadas (entre viagem, almoço e paragens). Mas convém notar que, para conduzir em Bali é preciso uma dose bem grande de zen-attitude, as ultrapassagens são completamente folclóricas e as regras completamente opcionais. Mas, correu tudo bem e lá chegámos ao hotel.
O Ocean Sun Diving Resort está localizado no sopé dum dos mais lindos vulcões e organiza mergulhos e snorkeling ao navio americano USAT. Largámos a mochila no nosso bungalow, vestimos fatos de banho e lá vamos nós de máscaras em punho ver o prometido mar.
Chegar à “praia” não levou mais de 3 minutos a pé, por entre vegetação e embalagens  de bolos e de detergentes (algo um pouco perturbador para nós) e trazia mais surpresas: primeira, não há praia per se, há um amontoado de calhaus pretos nada amigáveis; e segunda: um mar lindo e calmo e a água mais limpa que alguma vez vimos. Confesso que fiquei um pouco confusa: o que bem irei fazer quando me fartar de fazer plouf-plouf na água? Mas enfim. Nem uma, nem duas, vamos para o hotel pedir barbatanas e botas imprescindíveis e – passado o cheiro a peixe salgado e a desagradável sensação d’humidade inicial – fabulosas! E lá vamos nós outra vez, desta vez, decididos a ver o que havia que ver e aproveitar o resto de luz do dia. Passada a dificuldade de entrar num mar de pedras com barbatanas, tivemos uma experiência maravilhosa: uma água cristalina e quentinha, e um fundo marino tão colorido e cheio de peixinhos lindos. O sol se estava a pôr, regressámos ao hotel encantados e a pensar no dia seguinte que seria ainda mais lindo. Tomámos o nosso banho, no nosso chuveiro exterior, foi muito giro porque não nos lembrámos de acender a luz e assim evitámos o ataque dos mosquitos; e tomámos nota para os próximos duches. O hotel também tem um restaurante que serve comida local e ocidental e lá foi o nosso primeiro jantar em Bali, com vista para o vulcão Agung e a planear com o Ricardo (alemão, dono do hotel, que se mudou para Bali há uns anos quando o stress europeu se tornou insuportável) as nossas actividades do dia seguinte, estávamos nós, já, entusiasmadíssimos.

Segundo dia em Bali.
Acordámos de manhãzinha, após uma noite bem dormida. Se calhar, a televisão é mesmo muito mais supérflua que o que pensamos. E vamos tomar um pequeno-almoço fresco e colorido e vamos nos equipar. O vulcão está lindo de manhã, ainda temos tempo de tirar umas fotos maravilhosas, o contacto com a natureza, tal como ambicionávamos.
Apresentam-nos ao Katur, o nossos guia de mergulho/snorkeling para o dia. Eu vou só fazer snorkeling, ainda não ultrapassei todos os meus medos, mas o Zowjee vai mergulhar e ele está Feliz, ele sabe o que vai “ver” mas era surpresa até à nossa chegada à Bali e eu estou a adorar vê-lo assim. Equipados, lá vamos nós para a primeira actividade do dia: o “coral garden” com as suas estatuetas de Buddha. Não cheguei a ver as estatuetas da superfície mas o Zowjee ficou maravilhado com a visão. Partilho aqui um vídeo que não é nosso, mas dá para perceber do que estou a falar.


Fizemos um intervalo para o almoço e a seguir, fomos ver o navio. Zowjee mergulhou com o guia e ficou deslumbrado. Fiquei cá fora, a corrente era muita para eu ir sozinha, a imaginar o quanto ele devia de estar a adorar. Quando ele sai da água, ele não teve palavras no início, só disse, vamos agora os dois com máscara, e eu, claro, estava deserta. Uma das experiências mais lindas da minha vida: snorkeling de mãos dadas no mar de Bali a ver peixes pequenos e grandalhões, pretos e coloridos, e a ver o navio afundado, a passar pelas bolhas de ar dos mergulhadores por baixo de nós. Foi simplesmente mágico. Sem palavras. Até me distraía a ver e a querer tocar nos peixes e a querer mergulhar. Lindo.
O dia tinha sido maravilhoso e ainda tínhamos umas duas horas de luz depois do banho tomado, optámos por alugar uma scooter, aquela que viria a ser a nossa fiel amiga de Bali e ir passear pelos campos de arroz, à procura dum sítio lindo para jantar e assim parámos em Amed, uma vilazinha pacata com o perfeito pequeno café onde jantámos um suculento bife de atum grelhado, jogámos um snooker e conhecemos a Alice (6 anos) e a Adèle (8 anos), duas meninas do Mundo. De avós paternos portugueses, maternos franceses, e pais, cidadãos do Mundo, a Adèle nasceu no Vietnam e a irmã na Tunísia, a viver em Myamar (ou Burma) de momento, mas que em breve iriam para a Escócia, que falavam 4 línguas e iriam aprender mais, meninas lindas, queridas, e que nem tinham noção da riqueza e da magia das suas vidas, duas meninas que não vou esquecer. O dia não podia ter sido mais Lindo.

Terceiro dia em Bali, visita do país, e do Templo.
Após mais um pequeno-almoço fabuloso, fazemo-nos à estrada ainda não eram 8 horas, ia ser um dia longo e estávamos prontos para a aventura.
Tínhamos preparado o itinerário por forma a ficar em estradas principais, iam ser perto de 250 quilómetros, de scooter, em estradas do tipo das nossas locais. Já tínhamos tido a experiência da scooter em Phuket e tínhamos adorado. No início, com algum receio pois, todos os guias dizem que é muito perigoso devido à condução mais que original dos locais, mas já diziam isso em Phuket e a nossa experiência foi fantástica. Também havia a questão deles conduzirem “ao contrário”, do lado esquerdo da estrada, mas também já não nos preocupava. Claro que podíamos ter optado por um carro com guia mas a experiência não teria tido o mesmo encanto. Notamos que pagámos 3.70 Euros por dia para a scooter (5 euros por dia na Tailândia) e que o único senão é o conforto para o rabiosque, assim votámos scooter! E não nos arrependemos: temos uma visão do país completamente diferente dessa forma, podemos parar onde queremos com facilidade e assim foi, mal vimos a tableta “waterfall”, pusemos pisca e saímos da estrada principal, entrámos numa estrada de terra batida e pedras e subimos ainda uns quilometrozinhos até à “entrada”, o que não teria sido possível de carro. Estacionámos a moto, pagámos a entradazita, salvo erro, 1 euro e meio cada um, e começámos a caminhar, a subir, atravessámos um riacho e metemo-nos pelos caminhos sinuosos que nos levariam a uma cascata de mais de 60 metros e de água morninha. Era complicado tomar banho por causa das rochas que lá havia, mas ainda apanhámos uma “chuveirada” jeitosa. Foi Lindo, horas de nos pôr a andar, direcção ao Templo Pura Ulun Danu Bratan. Ainda parámos no caminho para comer um satay local (pequenas espetadas de frango com molho de amendoim) e dar umas bananas e umas batatas às dezenas de macacos que estavam à beira da estrada. Quanto mais subíamos, mais o tempo se refrescava, até tivemos direito a chuva. Mas isso não nos assusta, já estamos mais ou menos habituados ao clima tropical, pararia logo e se não fosse a altitude, sentiríamos o mesmo calor. Quando chegámos ao Templo, percebemos logo que, como dizem os guias, o Templo parece flutuar no lago. É uma visão serena e mágica. Tirámos fotos e fotos. E andámos pelos caminhos dos jardins. Ainda presenciámos os festejos da Páscoa. E sentimos a Magia de Ulun Danu.
No regresso, com o coração cheio, e o rabinho dorido, parámos numa pequena praia, de areia preta vulcânica, e de mar maravilhoso para tomarmos um banho, sorrirmos para o pôr de sol e assistir a um jogo de futebol dos garotos da terra, o guarda-redes vestia uma camisola da nossa selecção.
Quando chegámos ao hotel, já era de noite, estávamos exaustos, não só pelo trajecto de scooter mas pelas emoções que nos invadiam. Tomámos um banho com bichos, um jantar rapidinho e íamos tentar dormir umas horas, pois o dia seguinte era de partida e tínhamos combinado com o motorista às 8h30.

Quarto dia, o regresso.
Parece-me que estávamos invadidos por tamanha serenidade que tudo se organizava por si só. Acordámos cedinho. Ainda fomos ver o “nosso” vulcão de mais pertinho. Tomámos aquele pequeno-almoço habitual. Preparámos a mochila. Fizemos check out e às 8h30 em ponto, estávamos a sair de Tulamben direcção Kuta para um almoço rápido antes d’ir apanhar o avião. Kuta a praia turística de que falei no início. A ideia era só dar uma vista de olhos, comermos qualquer coisa e dirigirmo-nos para o aeroporto. E assim foi. De facto, muito mais turístico que Tulamben, um trânsito caótico, e toneladas de casas de souvenirs à beira da estrada, a semelhança do que vimos nas nossas praias, já longe dos estaminés de fruta e legumes que nos tinham acompanhado durante as férias. A praia é linda e de areia branca e o mar, ideal para surfista. E percebi, que a minha escolha tinha sido a mais acertada, mesmo se nos primeiros instantes tive as minhas dúvidas, Kuta não era para nós. Um tacsi nos levou para o aeroporto que também é lindo, muito verde, muito natural e assim acabou a nossa viagem a Bali, com o sentimento que 4 dias não chegam, mas com o coração e a alma cheios de tanta Magia.

Notamos que não experimentámos a piscina do hotel, havia coisas bem mais originais para viver.

Adorámos Bali e quem sabe, um dia até pode ser que voltemos.


Bali é mágica.


Tuesday, April 15, 2014

um pouco mais devagar

Sempre fui assim: duma coisita pequeninita faço uma história de todo o tamanho com tese, antítese e síntese; e isso independentemente da informação inicial ser boa ou ser má, eu entusiasmo-me sempre. 
Por exemplo, se oiço que o tempo vai estar bom no fim-de-semana, estou, passados 3 minutos, na net, a reservar hotel, restaurante, bilhete d’aviao,... enfim... tudo no mais minimal dos promenores. Mesma coisa se venho a receber uma informação menos boa, começo a depressão naquele preciso momento. 

E é verdade que, por vezes, este entusiasmo todo leva a uma decepção tão dolorosa como foi a sua antecipação; penso a 100 a hora e reajo a 105. Ainda assim, gosto de viver todos os momentos com a minha, muito pessoal, intensidade. 

Mas hoje, vou respirar fundo. Três vezes. E ter paciência. 
Mas só hoje! 

Thursday, April 10, 2014

way neater in Singapore!

Miracle Garden, Dubai, UAE, April 2013
When people ask me why I left Paris, I tell them I couldn't stand the grey color of almost everything anymore, from the sky to the ground, everything is grey, even buildings and (sorry guys) the folks' pouts - By the way, I also think, Paris' crowd isn't a very smily one, but hey, it's only my opinion. - 
And the rain! Man, the rain! Worse than Paris, maybe only London... yuck!
And then I moved to Portugal. Weather wise way better for sure (not only weather wise actually ;) ), There, I finally realized blue skies weren't myths and they do exist from time to time. That felt nice. Or so I thought until life took me to Paradise, Dubai, the land where it never rains! ok, it rains like a four or five days a year, but when it rains, man, it's like the world's coming to an end, roads are floaded and life just stops. They really need to start thinking about sewers. For some reason, those, almost three years I enjoyed an amazing life there, didn't teach me how to love it though, not as people, there, love it when it rains. I don't know. Maybe I didn't stay there long enough to actually miss the rain and be glad to feel it when it comes, but this doesn't change my heart: rain sucks! Period!
But, this is different. This is Singapore. We are just between the tropics, around 120 Kms from the equator, so rain is very much in the picture here, at least that's what I am expecting. I've only been here for a month and a half, so my experience is not yet bullet proof, and I only speak of what I know. And what I know is: rain became a fantastic experience! Oh yeah! This is a whole different thing here: when it rains, it's warm, still a 25+ degrees temp' and you are in flip flops. From now on, when it starts raining in Singapore, I just feel like "singing in the rain" and I smile.

And I think: maybe, for us to like something we think is not likeable, we just need to see it from another angle (or another latitude)


PS... And, small note, that wasn't the only reason for my leaving ;)

Tuesday, April 8, 2014

Speak Up!

As a child, I was so shy, I could easily hear all the adults’ conversations around me without anyone even noticing me. Later, a teenager, I could hardly make friends so afraid that I was of even opening my mouth to say something silly and shame myself. As a young woman, I so awkwardly spoke; I wasn’t always with the right crowd.
But I always had to “speak” my mind, so I wrote, on a diary, at the beginning until my mom found it and (wait for it) judged me and punished me for my private thoughts. This was the end of it! Lucky for me, my father bought me a computer, I was barely 10, but it was what saved me: slowly but surely, I learned how to write my thoughts and save them on a disk protected with a password. Necessity is the mother of inventions right?!
A few months ago, I found my old “thoughts” and it was (sadly) weird to find out that, sometimes, there is still a little and scared girl in me.
Time passing by, I started to build some kind of personae and I started this blog but until a few days ago, I would never openly speak about it or even mention it. For a whole year, it was mine and mine only, and slowly I started to share a few of my things with a couple of friends of mine. But now, I think I am ready, today, I go “public”.

I understand all about the shyness and fright of speaking up, and appreciate your kind words which mean so much to me; which is why I adjusted my posts so anyone can just bullet rank them until you’re up to, publicly, speak up too! 

Monday, April 7, 2014

Thank you!Obrigada! Merci!





It seems I will have to learn how to say Thank you in many other languages.


It makes my day when I see how many of view read me, so really Thank you.







Friday, April 4, 2014

Expectation is a b**** but!!!

It’s amazing the amount of materials we can find on the internet regarding expectations being a whole bunch of negative adjectives, and I just don’t agree with what I’ve been seeing lately.
This is not a new feeling for me, I already gave this its fair share of thought but yesterday again, a friend of mine was posting comments about him being disappointed at someone and about this being his fault as he shouldn’t expect anything from anyone in the first place, and this made me angry, and made me think more about it, hence… here I am.

Come on people! What’s all this negativity all about!?

Obviously, if you don’t expect anything, you won’t get hurt, but helloooo isn’t this the same old issue: if you don’t risk it, you won’t get it! That’s the safe option of living but is it really living if you think of safety before thinking of living the most out of something? If you don’t take a few risks, if you don’t face your fears and yourself, you will most definitely miss opportunities too!
I feel like I am Lapalissading here but isn’t it duh??

We play the lotto or poker and we most probably won’t be a millionaire any time soon, but we keep investing a couple of dollars a day. We date this new guy we’re not sure we’re going to like but we do it anyway because we want to fall in love and live the dream. We send our CV for this great position we would love to get hired for even if we are aware that there will be plenty of other candidates. We buy these new shoes we are not sure we’ll be capable to walk in, but buy them anyway because they are so cute. Isn’t it how life is lived?

Only thing is true in all these negative posts or quotes we can find wide spread in the web, disappointment may occur, that’s the way it is, we can’t have everything going our way, all the time, it would mean that someone is not getting his way all the time too.
What I think is that we shouldn’t – no – we mustn’t rely on others when our own happiness is at stake! We are sole responsible for our choices and what they lead to.

In the end, I think I believe in Karma, do good and good will come back at you, give happiness to someone and he’ll give happiness back at you.

I saw this video a few years ago and I just love it, I hope you will too.











Friday, March 14, 2014

a picture like scene

Add-on to my wish-list
I was just walking on the surroundings of my new home, in this beautiful park. It was so pleasant to pass by people on their bikes, others running and some, like me, just walking and enjoying the agreeable end of afternoon. I was walking and enjoying myself, thinking of my home town and how that park remembered me of it and how it was going to be wonderful to live just here when I just saw the most amazing picture like scene: a man in his thirties was running slowly, as much as needed for his young daughter, maybe 6 years old, to accompany him, while they were reciting the alphabet. This was such a nice image, father and daughter sharing what I call a very high quality time. I kept walking, smiling at them and them at me just thinking how dreamy their life was to me and then I realized that the picture wasn’t complete though as the little girl’s pregnant mommy was on their track, just a little behind them, gingerly walking.
I am now only thinking of it, but this scene keeps making me smile and feel the nicest warmth in me.

This is how life should be!

Friday, January 24, 2014

my-20-years-ago-self seen by my-today-self

A few days ago, I stumbled on a few texts I wrote a lifetime ago, and they made me think about me: who I was and who I am and the way I see my-20 years ago-self, and it is quite amazing what I read between the lines of the below text.


Nous étions à l'heure.
(Texte écrit en 1996.)
Il était très tôt le matin, il faisait encore noir. Il pleuvait, de cette pluie fine qui est si dangereuse. Nous roulions depuis des heures. Tous les mystérieux accidents qui surviennent en Espagne nous effraient tant que nous préférons la traverser la nuit. Nous avions fait ce voyage tant de fois, que nous en connaissons presque chaque virage.

Toutes ces années, sur cette même route, nous avions vu tellement d'horreur, de malheur, de pleurs. Dans ce cadre déplorable, quelque chose d'inattendu survient chaque fois. Dans notre monde  guerre et peur sont notre lot quotidien, ou cris d'horreur et pleurs font tous les jours la Une des journaux, survient quelque chose que nous ne pouvons presque pas imaginer car nous vivons dans un monde  l'humanité n'est plus à la mode et où compatir n'est pas toujours bien vu. Aujourd'hui ce sont des expressions comme “œil pour œil, dent pour dent”, “chacun pour soi et Dieu pour tous”  “chacun sa merde” qui sont plus connues et que l'on entend a chaque coin de rue. Mais parfois, à certaines occasions, on se rend compte que l'homme est humain, que l'homme est homme et qu'il se rend digne d'habiter notre planète.
Ce moment dont je parle, c'est le moment ou l'on agit spontanément, humainement, car nous sommes tous frères d'une même mère, notre Planète, la Terre.
Ce jour-, j'ai eu l'honneur d'assister à un tel événement où l'homme agit fraternellement, responsablement. Je parle ici de solidarité.
Nous faisons le virage à droite. Nous roulons prudemment car le temps est dangereux et ne nous permet pas de dépasser les cinquante kilomètres-heure. Juste après un autre virage à gauche, puis à droite, et , nous freinons vite. Vite. Avec cette pluie, la voiture glisse. Mon père, qui conduisait la voiture, commence à zigzaguer pour ne pas frapper la voiture qui nous précède. La voiture stoppe. Nous l'avons échappé belle. Mais que se passe-t-il? Pourquoi ce bouchon? Pourquoi toutes ces voitures sont-elles arrêtées? Qu'est-il arrivé? Tout a coup, je vois mon père sortir de la voiture sous la pluie de plus en plus violente. Tout a coup, je le vois agiter les bras pour prévenir les voitures qui nous suivent qu'elles doivent s'arrêter, vite, avant que tout ne s'aggrave. Je ne comprenais pas ce qui se passait. Je questionnais ma mère. Mais la seule réponse qu'elle me donne est de rester dans la voiture bien sagement et de faire bien attention à ma sœur, qu'elle reviendrait vite. Je sortis de ma confusion par les cris des gens qui accouraient, ils arrivaient tous de derrière moi. Mon esprit commençait à s'éclaircir, je commençais à voir ce qui se passait sous un autre angle, je commençais à comprendre: une formidable organisation se mettait en place très rapidement et presque professionnellement.
Il est étrange de parler de cette façon- d'un accident; nous étions face à l'horreur. Et les gens ont réagi et agissent. Sur le moment, on est sous le choc, on ne pense qu'au malheur, mais ensuite on pense aux sauveurs.
Ce qui s'était passé n'était la faute d'aucun humain, mais celle de mère nature: une famille qui partait en vacances et qui en resterait marquée toute sa vie. La voiture tractait une caravane, et sur cette même voiture, il y avait une galerie. La pluie fine si dangereuse avait fait glisser le véhicule. L'une des roues arrière était dans le ravin, la voiture tenait en équilibre, on ne sait par quel miracle. La caravane était sur le toit en travers de la route et bloquait la circulation. Quant à la galerie, elle s'était détachée et avait frappe la falaise qui bordait l'autre côté de la chaussée.
Les gens qui n'avaient pas été impliques dans l'accident s'étaient divise les taches: quelques personnes s'occupaient des passagers du véhicule, deux hommes armes de leurs extincteurs de voiture tentaient d'éteindre le feu au niveau du moteur, une famille en voiture partit appeler les secours, et les autres personnes réglaient la circulation rendue difficile par l'accident, ils faisaient passe tour à tour les voitures qui descendaient la falaise puis celles qui remontaient, afin d'éviter d'autres accidents. Et tout ceci sous la pluie battante.
Les secours sont finalement arrivés. Les pompiers commençaient à découper le véhicule afin d'en sortir le conducteur dont les jambes avaient été broyées par le moteur dans la collision de la voiture avec la falaise. Les enfants étaient blottis dans les bras de leur mère, tous trois entoures des ambulanciers qui constataient les blessures légères. Et la grand-mère qui, secouée par le choc, continuait d'appeler le chat qui s'était enfui.
La caravane avait été dégagée. Les débris de la voiture et la galerie avaient été remorques jusqu'à une casse et toute la famille était à l'hôpital. Et moi, petite fille de huit ans, je regardais le film qui se déroulait devant moi et je pleurais. Aujourd'hui, dix ans après, je pense au malheur qu'a vécu cette famille et a la solidarité de leurs sauveurs.

My first thought is that, still, today, I remember that accident in a very similar way.
Obviously, the wording could be different and improved, but I quite still agree with the big picture here.
I remember I was very proud of myself the day I wrote it and it was the first (and I dare say only) text I had my parents and peers read, and if it's in this post today, it might very be because I still fell a tad of this pride "looking" at my-20-years-ago-self.
About the text itself, I still think it is quite accurate and I think of what made me write it: I imagined my parents deserved to be remembered as heroes of that day, because through my 8-years-old-eyes, this is exactly what they were, and maybe that's why the picture was so well ink-printed in my mind, that feeling of pride that filled my heart up.
Today, I still think of that day as the day I really saw my parents. I also believe that in some way, this led me in the path that is my life to be the person I am, and maybe even, led me to be a volunteer EMT-Firefighter.

This text is 18 years old and still makes me think.

Friday, January 17, 2014

steppin' in

Durante tantos dias e tantas semanas, este passo pareceu tão complicado, e tão difícil, mas hoje, dei-o e não custou nada. Bem, não diria "nada"; essa palavra até desvaloriza o momento que, em nada, - lá está, nada - se encontrou desvalorizado. Nada. Foi simples. Foi lindo. Tive as minhas perguntas, as minhas dúvidas porque não podia deixar de assim ser, pois eu sou eu, e eu pergunto e interrogo. Mas aí, com uma clareza nova que fez toda a diferença, respondi a todas as minhas inquietações, por assim dizer e assim, simplesmente, e se calhar porque este era o momento, dei o passo.
Hoje, tudo se tornou claro e simples. Hoje, tudo fez sentido sem questionar as razões.

Hoje, tudo mudou. 

Sunday, October 27, 2013

sold outs?




... we spend our lives dreaming of the perfect other-half, of the perfect house, kids and home. We picture ourselves having the perfect job and the perfect life. But because the world turned crazy, everywhere we see to sell, to rent, to let and people are forced to sell their homes, their lives. What are we really selling? What are we really letting go? Our hopes. Our dreams. Ourselves.


Tuesday, October 1, 2013

Today!



How beautiful is a day full of hope and promises!
Today is such a day!
Today is the beginning of everything!
Today is a beautiful day!