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Thursday, January 30, 2014

une belle visite

Hier, mon grand-père est passé me faire une petite visite. Ses visites me font super plaisir. Il est heureux. Il vient et il dit combien ça lui fait plaisir de nous voir et pourtant on n’est même pas sûrs qu’il sache vraiment qui nous sommes, mais c’est tellement bon.
Hier, il nous raconte comment il a profité du fait que sa femme (qui est en fait sa fille, ma tante) se soit endormie pour se sauver et venir nous voir. Il était en pantoufles, sans manteau, mais il était heureux. On a discuté pendant quelques minutes. Il cherche ses mots. Il ne comprend pas tout ce qu’on lui dit. Il nous raconte des histoires d’il y a vingt ans. Et puis il se souvient que Mamie n’est plus là, et il pleure. C’est triste de voir quelqu’un qu’on aime, son grand-père perdre la tête, mais en même temps, c’est tellement bon de le voir rire et heureux comme un enfant quand il nous fait le « papi la malice ». Il est génial ce grand-père. Et puis, hors de question de le prendre pour un vieux qui ne sait pas ce qu’il fait, pas la peine de l’aider à descendre les escaliers « alors, si j’ai réussi à monter, je saurai redescendre ».
                                                                             Ah Papi, merci de me faire chaud au cœur comme ça ; merci de me faire sourire. 




Sunday, October 27, 2013

time is gearing


... and then a time comes when you realize life has passed and moments were lost and people aren't just as they used to be, just as you are no longer the same anymore and at this moment, you feel this tiny bit of sadness that makes you rethink every little choice that you once made that ended taking you where you stand right now. What about these moments? Should we validate them or should we just make the best of what is here now?

Wednesday, March 6, 2013

pedacinhos


Momentos meus
Os vossos sorrisos
Os vossos olhares
As vossas lagrimas
Os vossos abraços
Momentos meus feitos de pedacinhos de vós.
Momentos que a meu Mundo deram sentido
Pedacinhos que são as Saudades que tenho tido.
                                                                               Momentos meus feitos de pedacinhos de vós.

Sunday, September 9, 2012

a minha aventura


Ando aqui de um lado para o outro, em busca de mim, deixei a Franca para Portugal, país das minhas paixões e mais tarde voei até ao Dubai em busca de aventuras, e novas excitações.
Nestas voltas, encontrei sempre o que fui procurar, construí a minha vida em Portugal, criei raízes e senti emoções, Portugal mais que nunca se tornou a minha pátria.
Hoje no Dubai há quase 2 anos, as aventuras todas ou quase todas, vividas, põe-se a questão de regressar a casa, ao pais, à família e aos amigos deixados para trás num rasto de saudade.
Mas muitos amigos emigraram para poderem concretizar sonhos que Portugal já não permite sejam sonhados, e os que por lá ficaram, estão em luta, com medo na barriga e olhos tristes e dizem baixinho, não voltes, fica aí que estás bem, isto aqui está horrível, isto aqui é uma miséria…
Tristeza, tanta…
E eu que só sonho em regressar a casa, sinto-me invadida por por esta angustia que leio nos vossos emails, que oiço nos nossos telefonemas, e sinto nos vossos silêncios.
E esta dor que se sente, partir ou ficar…


Saturday, August 4, 2012

a saudade


Lembro-me dos meus tempos de universitária; conheci num café explorado na altura por uma família cabo-verdiana, um jornalista, que escrevia peças para a Rádio Alfa, na altura a rádio lusa dos arredores de Paris. Esse senhor falou-nos uma vez, a mim e aos meus colegas, deste povo português e da sua especificidade, se calhar ainda herdada dos tempos dos navegadores portugueses que exploravam o mundo, com os seus muitos sucessos e o orgulho que originavam, da Saudade. Este termo, dizia ele intraduzível, representa muito mais do que uma simples nostalgia, representa algo, que só pode ser manifestado, cantando, pelo nosso Fado.

Hoje, lembro-me desta Saudade, desta Nostalgia e penso. Muitos amigos, como eu, optaram por emigrar e assim se espalharam pela Europa, relembrando a onda de emigracao dos anos 60 para fugir a pobreza e a dictadura; outros para Macau ou o Brasil, regressando a terras em tempos conquistadas pelos nossos antepassados. O povo português continua hoje ainda um povo de migracao e lá carrega com ele toda a Saudade que o caracteriza. Hoje muito facilmente nos apercebermos de pequenos sinais desta Nostalgia pela via dos novos meios de comunicacao e das redes sociais. Diz que a bandeira Portuguesa foi a que mais vezes foi publicada no facebook na altura do Europeu de futebol no passado mês de junho de 2012, o emigrante apoia a selecção, apoia Portugal; para mim, clara manifestação da Nostalgia que sentimos.

Isto tudo levou-me a pensar, de que temos saudades? Falo por mim quando digo que tenho Saudades dos momentos passados com as minhas amigas, as festas, os sorrisos, as alegrias. Tenho saudades das sextas-feiras de verão, na esplanada do café Kazino do Pedrogao, a beber umas minis na companhia de amigos contemplado o pôr de sol no mar da nossa praia. Acredito que, na vida, o que mais nos realiza são estes pequenos momentos que nos enriquecem a alma, e as pessoas que nos aquecem o coração. Saudades dos Amigos.


Mas acredito também, que estas Saudades têm de ser preservadas e guardadas num cantinho da nossa memória, num cantinho do nosso coração, porque é lá o lugar delas. Temos saudades do que nos lembramos, e não podemos esquecer que nada é imutável, que com o tempo, as coisas de que nos lembramos mudaram, tal como nós também mudámos. A cada dia que passa, impregnamo-nos do que nos rodeias, novas pessoas, novas experiências, novos sentimentos, e acredito que o mesmo acontece com tudo. A única coisa que não muda, é o momento que nos lembramos e as pessoas inseridas nesse preciso momento e os sentimentos experienciados naquela exacta circunstância.

Assim, quando regressamos a lugares do passado, eles também mudaram. Pensei nisso porque um amigo meu, também emigrado, publicou no seu perfil uma foto duma discoteca exprimindo a saudade dele em relação aquele sítio fantástico, e lembrei-me, aquele sitio foi fantástico, mas só continua a ser fantástico nas memórias que temos dele, hoje, já só é um monte de cimento com cores diluidas pelo tempo, com brilho terno. E pensei. A Saudade que sentimos tem a ver com aqueles específicos momentos importantes para o nosso coração, e é onde pertencem, num cantinho das nossas memórias.

Penso que, quando tentamos reviver memórias passadas, só nos podemos sentir tristes porque o momento nunca poderá ser o mesmo, o sítio é diferente, as pessoas são diferentes e nos próprios também já não somos os mesmos. Acredito que a tristeza é dupla: há a desilusão que surge quando a tentativa de recriação do momento não é bem sucedida, e a tristeza por procurarmos alegrias onde elas já existiram em detrimento de onde elas ainda podem vir a existir. Temo que, na tentativa de recriar momentos, deixemos escapar outros, outros momentos, outras alegrias, outras recordações. Acho que é um risco que não quero correr. Quero acarinhar tudo o que fez de mim a pessoa que sou hoje, mas quero continuar a evoluir e não parar no tempo, não tentar regressar a momentos que já não são, nem nunca mais serão.

Quando o jornalista falava na Saudade portuguesa ser intraduzível por ser muito mais que uma nostalgia, ele disse, que era porque esta nostalgia trazia fiosinhos de tristeza; na altura pensei ter percebido o que ele queria dizer, hoje acredito que sei o que ele quis dizer, porque este sentimento, esta nuance também já faz parte de mim, algo que com os meus vinte anitos não podia entender.

Hoje, tenho Saudades de momentos que para todo o sempre acarinharei. E hoje quero criar e criar e criar mais Saudades.