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Sunday, June 7, 2015

emigrar muda-nos?

Há dias encontrei este texto [http://sunnydot-blog.blogspot.sg/2015/05/o-que-muda-em-nos-quando-emigramos.html]  que me levou a pensar. 

Só aí já ganhou pontos.

E chego à conclusão óbvia: concordo com a autora. Ora bem, se nos expomos a outras culturas, a outras mentalidades, não é natural que mudemos? Mas há um senão; nesta peça parte-se do pressuposto que no nosso ambiente, com as nossas pessoas, nada muda e aí não concordo! Acho que estamos sempre em mutação, porque vamos aprendendo com cada experiência vivida, com cada nova pessoa que cruza o nosso caminho, independentemente da pessoa falar chinês ou cabo-verdiano. E é tão bom! 
Volto a casa e está tudo igual mas tudo diferente. 
O contra nesta minha teoria é que a cada mutação e por muito que continuemos a gostar das nossas pessoas, a encantar-nos com as suas personalidades, sinto o afastamento inegável de certas pessoas que me eram tão queridas. Esforço-me constantemente por partilhar pedacinhos de mim e por sorrir a todos os seus bocadinhos na esperança que a distância nunca seja tão grande que deixe de se sentir. Longe mas perto!

Tuesday, May 5, 2015

Good morning and good day!

This really bothers me! 

How can we consider ourselves living in a civilized world if a basic 'good morning' to our neighbors and colleagues is unimaginable?

I was just a little girl when, one day, in a walk with my dad, I asked him why he had said 'hello' to that one neighbor we had. I know, I know, sad question. But in my defense, she really was a bad neighbor and a nasty person. Oh well... And my dad quietly lectured me on how it was polite to do so to everyone, it showed good manners and proper education; and even if the lady wasn't very nice, everyone is entitled to a 'good morning'!
Lesson learned dad! Now, I am totally shocked when this basic principle is ignored. And in Singapore, this basic simple is just non-existent! 

We luckily live in a nice condo where a mix of expats and locals live in a nice community and believe me or not, the only neighbors replying to my 'good morning' are european. It saddens me, I feel like I'm rejecting a group of people saying that, but that's the reality! Here, the only non-european people who will smile and have a kind word for us are the cleaning lady, the pool boy, the security guard, the sitter or the helper. Isn't it sad?

Zowjee asked his coworkers once and they acknowledged that fact and when asked why, they simply replied - and I quote: "it's not natural." So, let me see if I get the story straight: wishing someone a pleasant day isn't natural?! So, rudeness is? Natural? This is just even more unacceptable for me! This is something I'll carry forever as being a Singaporean attitude and not in a good way!

But! Don't get me wrong, there are plenty of nice people in Singapore too! What I came to realize is that, maybe - and this is just my two-cent-worth opinion - they are shy and scared of invading other people's lives, because when you deal with someone professionally or in a regular basis, Singaporeans are very nice people! And they even smile!
What I guess I am here to say is: People! 'Good morning', 'good evening', 'hello' and 'good day' are not invasive at all! So please, use them! You will never over-use them!

Good day to you.

Friday, April 24, 2015

Rendez-vous des bébés



Il est 9h30, je profite de la "fraîcheur" (30 petits degrés) matinale pour faire une balade avec mon bébé. 
J'ai la chance de vivre dans un cadre idyllique et j'en profite. Je ne serais pas seule, je le sais. À Singapour, la natalité connaît un grand boom depuis plusieurs années et des bébés il y en a énormément, alors chaque parent, à sa façon, profite de la douce chaleur et du grand air pour faire une belle balade. 
On se reconnaît, on se sourit timidement. Presque tacitement, on se retrouve chaque matin, au départ de nos activités. 
C'est le rendez-vous des bébés! 

Thursday, April 16, 2015

The sweet sound of happiness



One of the joys of being an expat is the proximity to a multicultural environment; so it is quite normal to experience lovely moments like the one I lived today when I happened to hear the sweet sound of happiness.

In the breastfeeding room where I was today, the shallow privacy of the curtain is rapidly forgotten and parents and babies feel a shy kind of safety. Still, amazing things happen there and today was no exception. In those few minutes I could hear an Australian guy changing his son's diaper while telling him jokes in English, an Indian lady breastfeeding her daughter and singing along in Hindi and myself, enjoying the task at hand and chitchatting with my son in French, all in the privacy of those simple curtains. 

And while one may overhear mere baby talks, I clearly heard the sweet sound of happiness.

Wednesday, April 30, 2014

podcasting equals sharing

Being abroad can give us this odd feeling of getting more and more apart from our family and friends. Different surroundings, different feel, which is pretty normal I guess but nevertheless painful sometimes.
A few years ago we found out about podcasts and it has been a pleasant ride ever since. We started with some of our favorite radio shows and widen our spectrum of audio and video “magazines” sharing with one another our discoveries.
When we go back home(s), everyday jokes don’t just fly by us anymore and we actually can laugh and discuss with our loved ones, society, economic and political issues that are in the air. And this way, we no longer feel that much “away”.
Him in his commute, me in my shopping trips, both in our own time listen to the news from home and laugh and come home to discuss the interesting things we’ve learnt around our dinner.
We’re in the subway, our earplugs on and smiling and laughing; and the bonus is that people around us end up smiling too (even if it’s at us!).
It feels so good to share a laugh.

Friday, March 21, 2014

aventuras pelo mundo ou o que mulher sofre

Desde pequena que me adjectivei de cidadã do mundo, filha de imigrantes Portugueses em França, nunca bem nem uma coisa nem outra e que se criou a Comunidade Económica Europeia e mais tarde a União Europeia aí, comecei a designar-me de Europeia. Acho que foi por isso também que nunca gostei muito de rótulos e etiquetas. Jovem adulta fui para Portugal, instalar-me e fazer vida, mais tarde vivi uma experiência incrível de dois anos e meio no Dubai, e agora, estou a começar uma nova aventura em Singapura. Achei que poderia ser interessante descrever a minha experiência por cá, comparando-a com às minhas experiências anteriores de França, Portugal e Dubai e assim se calhar ter um verdadeiro retrato do que são verdadeiramente, as tais diferenças culturais, através das minhas vivências, através das vivências duma cidadã do mundo.
http://voilacacestfait.blogspirit.com/
archive/2008/07/02/epilation.html
Escolhi o dia de ontem, se bem que não foi escolhido aleatoriamente, é claro, para pôr à prova um dos primeiros passos da integração cultural, pelo menos para mim, a mais assustadora: a procura duma esteticista. Assim, este primeiro relato comparativo será da experiência duma cidadã do mundo, ou, a escolha de tortura da mulher de ocidente para oriente.
Primeiro passo, o momento.
Como referi, o momento de eleição para me submeter à tortura é facilmente definido: o mais tarde possível! Assim, nos primeiros dias que seguem a chegada ao pais, não penso muito nisso, todos os meus sentidos e toda eu maravilhados som um mundo novo, um mundo diferente: pessoas, paisagens, comidas, cheiros e cores. Mais tarde quando aparecem os primeiros pêlos, o pânico instaura-se e discretamente, começo a olhar para as mulheres com um olhar mais analítico. Não sei bem o que procuro identificar, se calhar marcas de sofrimento ou a falta delas; seguramente a falta delas, para me apaziguar a angustia que já imagino. Quando chega o dia em que “daqui já não passa”, lá vou eu, à procura dum carrasco.
O segundo passo, o carrasco.
Com tanto stress que crio, a procura do local da temida epilação torna-se muito importante, assim defini rapidamente uns elementos-chave: segurança e higiene. É que vamos lá ver, a maca duma esteticista é um sitio de total vulnerabilidade, em que confiamos na pessoa que nos atende, assim como nos seus instrumentos, para nos proteger com toda a delicadeza, sabedoria e profissionalismo possível, do inexorável avanço duma florestação simplesmente inaceitável; e mais uns quantos adjectivos que nem sequer valem a pena ser enunciados.
Este passo, quando somos adolescentes ou jovens adultas, não é assim muito difícil porque há sempre uma mãe, uma irmã ou uma amiga para nos recomendar a sua esteticista, que nos trata bem, não magoa, e respeita a nossa intimidade. E olhem meninas do mundo que, esta é uma recomendação muito valiosa! Nunca a desdenhem. Nunca.
Ora, tal, não acontece, quando metemos na cabeça que queremos ver o mundo e viver experiências extraordinárias, porque quando chegamos a esses destinos fabulosos, não temos, a mãe, a irmã, nem a amiga que nos dê essa preciosa recomendação; temos de confiar apenas na sorte, e a sorte, nem sempre aparece à hora marcada; mas entre a necessidade e a fé, lá fui eu, a procura da pérola. Dirijo-me sempre primeiro a um centro comercial, parece que dá uma espécie de aval, o facto de ser um sítio público, com muita passagem... e que, caso a coisa não corra pelo melhor, alguém, de passagem, ouvirá os meus pedidos de socorro. Está assim assegurada, tanto quanto possível, a parta da segurança, mas a parte da higiene, não é tão simplesmente avaliada.
O terceiro passo, o teste.
Acho que não existem segredos sobre como testar um serviço, eu opto por, inicialmente, pedir um serviço de baixo risco, algo simples e como tal, vamos arranjar as sobrancelhas. Primeira diferença cultural. Em França, fazem-se sobrancelhas, em Portugal, arranjam-se sobrancelhas, no Dubai e em Singapura, limpamos ou afeiçoamos as sobrancelhas. Mas isto tudo é semântica! O que interessa, é o serviço, que seja bem feito, bonitinho, limpinho e baratinho. Mas lá está! Quando se passam fronteiras, também muda a técnica: em França, é com cera, rápido, sem um sorriso, e uma factura bastante salgada. Em Portugal, ainda se consegue encontrar quem faça à pinça mas isso já é quase considerado artesanato porque demora mais tempo e que como todos sabemos: tempo é dinheiro; no entanto, é muito melhor, pois, a cera irrita a pele muito sensível nessa zona e tendencialmente, a pele perderá da sua tonicidade.
Quando cheguei ao Dubai, mandaram-me deitar na maca, até aí, nada de anormal. Eu habitualmente começo aí os meus exercícios de respiração para tentar relaxar ao máximo e conseguir superar a prova (Ok, isto não se aplica tanto aqui, quando se vai tratar das sobrancelhas, mas quando o serviço é mais complicado, então aí, sim.) Mas voltando... Lá estou eu, deitadinha na maca e vejo a senhora chegar ao pé de mim com um rolo de fio de costura na mão, segurando uma das pontas entre os lábios e dizendo-me entre dentes para “segurar o olho”. “Sorry, come again.” O quê que ela quer? Então a senhora, com pouca paciência e tal, sorri, pega nos meus dedinhos e posiciona-os na minha cara de forma a esticar a pele da zona que ela vai tratar e se calhar proteger o olho do ataque que se prepara. Esse método, é mais doloroso, é certo, mas também mais higiénico e se bem feito, até tem efeito mais duradouro; quanto ao custo, tendo em conta o custo elevadíssimo dos materiais e dos recursos, o preço é o dobro do que se pratica em Portugal, é claro, Dubai é Dubai.
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Mas o verdadeiro trauma surgiu a minha introdução ao método Singapurense, quando a senhora se chega a mim com uma lâmina de barbear. Isso! O choque! Hoje repenso nisso e até imagino um olhar maquiavélico na senhora, típico dos manga, olhos vermelhos e fumo a sair. Confirmo; um trauma. Na verdade, a lâmina era pequenina e até cor-de-rosa (faz-me parecer que as Singapurenses pensam que tudo fica melhor se for cor-de-rosa). O trabalho foi minucioso, sem dúvida. E ainda tenho os meus olhos, é verdade. Mas pareceu-me tão arcáico até bárbaro que entrei em choque e não consegui pensar em mais nada nas horas seguintes como se tivesse sido maltratada. No entanto, ficou bem feito e não senti dor física; mas não garanto da longevidade do resultado, como é óbvio, quanto ao preço, três vezes mais caro do que em Portugal.
Por último, a lição.
A experiência foi concluída com sucesso: as sobrancelhas foram feitas, arranjadas ou afeiçoadas. E conclui-se que a minha pesquisa da esteticista ideal em Singapura não acabou, mas também não estou admirada: tal como referi, encontrar uma esteticista com quem nos sentimos bem é importante, em França nunca encontrei nenhuma, em Portugal tive duas, no Dubai, demorou mas consegui, então Singapura continua a não me assustar porque ei de arranjar o carrasco certo!
Ainda sobre diferenças culturais, gosto de ter esta sorte de poder viver estas experiências à maneira duma local e verificar como se é mulher por esse mundo fora. Tenho o privilégio de conhecer mulheres do mundo, todas diferentes na sua língua, na sua crença, na sua postura, na sua profissão, mas toda igual, quando chega a hora de se aperaltar, porque por muito natural que seja a mulher, quando o momento é certo, haverá sempre uma flor no cabelo, uma cor nos lábios ou até um brilho nos olhos.

Friday, January 24, 2014

my-20-years-ago-self seen by my-today-self

A few days ago, I stumbled on a few texts I wrote a lifetime ago, and they made me think about me: who I was and who I am and the way I see my-20 years ago-self, and it is quite amazing what I read between the lines of the below text.


Nous étions à l'heure.
(Texte écrit en 1996.)
Il était très tôt le matin, il faisait encore noir. Il pleuvait, de cette pluie fine qui est si dangereuse. Nous roulions depuis des heures. Tous les mystérieux accidents qui surviennent en Espagne nous effraient tant que nous préférons la traverser la nuit. Nous avions fait ce voyage tant de fois, que nous en connaissons presque chaque virage.

Toutes ces années, sur cette même route, nous avions vu tellement d'horreur, de malheur, de pleurs. Dans ce cadre déplorable, quelque chose d'inattendu survient chaque fois. Dans notre monde  guerre et peur sont notre lot quotidien, ou cris d'horreur et pleurs font tous les jours la Une des journaux, survient quelque chose que nous ne pouvons presque pas imaginer car nous vivons dans un monde  l'humanité n'est plus à la mode et où compatir n'est pas toujours bien vu. Aujourd'hui ce sont des expressions comme “œil pour œil, dent pour dent”, “chacun pour soi et Dieu pour tous”  “chacun sa merde” qui sont plus connues et que l'on entend a chaque coin de rue. Mais parfois, à certaines occasions, on se rend compte que l'homme est humain, que l'homme est homme et qu'il se rend digne d'habiter notre planète.
Ce moment dont je parle, c'est le moment ou l'on agit spontanément, humainement, car nous sommes tous frères d'une même mère, notre Planète, la Terre.
Ce jour-, j'ai eu l'honneur d'assister à un tel événement où l'homme agit fraternellement, responsablement. Je parle ici de solidarité.
Nous faisons le virage à droite. Nous roulons prudemment car le temps est dangereux et ne nous permet pas de dépasser les cinquante kilomètres-heure. Juste après un autre virage à gauche, puis à droite, et , nous freinons vite. Vite. Avec cette pluie, la voiture glisse. Mon père, qui conduisait la voiture, commence à zigzaguer pour ne pas frapper la voiture qui nous précède. La voiture stoppe. Nous l'avons échappé belle. Mais que se passe-t-il? Pourquoi ce bouchon? Pourquoi toutes ces voitures sont-elles arrêtées? Qu'est-il arrivé? Tout a coup, je vois mon père sortir de la voiture sous la pluie de plus en plus violente. Tout a coup, je le vois agiter les bras pour prévenir les voitures qui nous suivent qu'elles doivent s'arrêter, vite, avant que tout ne s'aggrave. Je ne comprenais pas ce qui se passait. Je questionnais ma mère. Mais la seule réponse qu'elle me donne est de rester dans la voiture bien sagement et de faire bien attention à ma sœur, qu'elle reviendrait vite. Je sortis de ma confusion par les cris des gens qui accouraient, ils arrivaient tous de derrière moi. Mon esprit commençait à s'éclaircir, je commençais à voir ce qui se passait sous un autre angle, je commençais à comprendre: une formidable organisation se mettait en place très rapidement et presque professionnellement.
Il est étrange de parler de cette façon- d'un accident; nous étions face à l'horreur. Et les gens ont réagi et agissent. Sur le moment, on est sous le choc, on ne pense qu'au malheur, mais ensuite on pense aux sauveurs.
Ce qui s'était passé n'était la faute d'aucun humain, mais celle de mère nature: une famille qui partait en vacances et qui en resterait marquée toute sa vie. La voiture tractait une caravane, et sur cette même voiture, il y avait une galerie. La pluie fine si dangereuse avait fait glisser le véhicule. L'une des roues arrière était dans le ravin, la voiture tenait en équilibre, on ne sait par quel miracle. La caravane était sur le toit en travers de la route et bloquait la circulation. Quant à la galerie, elle s'était détachée et avait frappe la falaise qui bordait l'autre côté de la chaussée.
Les gens qui n'avaient pas été impliques dans l'accident s'étaient divise les taches: quelques personnes s'occupaient des passagers du véhicule, deux hommes armes de leurs extincteurs de voiture tentaient d'éteindre le feu au niveau du moteur, une famille en voiture partit appeler les secours, et les autres personnes réglaient la circulation rendue difficile par l'accident, ils faisaient passe tour à tour les voitures qui descendaient la falaise puis celles qui remontaient, afin d'éviter d'autres accidents. Et tout ceci sous la pluie battante.
Les secours sont finalement arrivés. Les pompiers commençaient à découper le véhicule afin d'en sortir le conducteur dont les jambes avaient été broyées par le moteur dans la collision de la voiture avec la falaise. Les enfants étaient blottis dans les bras de leur mère, tous trois entoures des ambulanciers qui constataient les blessures légères. Et la grand-mère qui, secouée par le choc, continuait d'appeler le chat qui s'était enfui.
La caravane avait été dégagée. Les débris de la voiture et la galerie avaient été remorques jusqu'à une casse et toute la famille était à l'hôpital. Et moi, petite fille de huit ans, je regardais le film qui se déroulait devant moi et je pleurais. Aujourd'hui, dix ans après, je pense au malheur qu'a vécu cette famille et a la solidarité de leurs sauveurs.

My first thought is that, still, today, I remember that accident in a very similar way.
Obviously, the wording could be different and improved, but I quite still agree with the big picture here.
I remember I was very proud of myself the day I wrote it and it was the first (and I dare say only) text I had my parents and peers read, and if it's in this post today, it might very be because I still fell a tad of this pride "looking" at my-20-years-ago-self.
About the text itself, I still think it is quite accurate and I think of what made me write it: I imagined my parents deserved to be remembered as heroes of that day, because through my 8-years-old-eyes, this is exactly what they were, and maybe that's why the picture was so well ink-printed in my mind, that feeling of pride that filled my heart up.
Today, I still think of that day as the day I really saw my parents. I also believe that in some way, this led me in the path that is my life to be the person I am, and maybe even, led me to be a volunteer EMT-Firefighter.

This text is 18 years old and still makes me think.

Saturday, August 10, 2013

And I’m back

Back where? Well, I thought it would be back home but the feeling is different, kind of weird. After almost 3 years living abroad and missing home, its smell, the friends and family I left there, I am here, home and can’t really feel like it’s it.


The places first, and though they look the same, they seem to now have that yellowish color of oldies and I look at them sorry that they do indeed look the same, the sidewalk is still broken at the same place it was 10 years ago, the stinky city bus is the same exactly, or even more stinky; even the Castle was empty of life and I still wonder why the heck did they turn off the lights, it gave the Castle a so unique spirit.
And the people, they are still the same, doing the same jobs, complaining about the same problems, arguing about the same issues. One thing is different though, I now am bothered by the lack of smiles in their faces.

Coming back home didn’t bring me the joy I had hoped for and it makes me feel silly; wasn’t it what I wanted to be back in the past I so much missed? Why do I feel disappointed then?


I have no answers to all the questions I now ask myself but I do realize, more than ever, that 3 years in a lifetime are a long time, and that everything I lived in those 3 years changed who I am inside. Nothing bad with me changing or home not changing, I just need to accept that distance builds distance and live with it.

Tuesday, March 5, 2013

pelo Mundo

Boa Noite Kathy,
 
1 - Gostaria de saber a sua idade, naturalidade e percurso académico.
Olá, sou a Kathy, tenho 34 anos, já pertinho dos 35, nasci em França e licenciei-me em Comércio Internacional na Sorbonne Nouvelle, Paris. Mal acabei o curso, enchi o meu carrito com as minhas coisitas e rumei a Portugal, Leiria. Aí continuei a formação em diversas áreas complementando a minha formação inicial, Marketing, Relações Públicas, Publicidade, e também formação de carácter mais pessoal, quando tirei uma pós-graduação em psicologia criminal.
2 - Desde quando vive no Dubai e por que decidiu ir?
Estou no Dubai há 2 anos e meio e surgiu como uma “loucura do momento”, ou seja, tinha um emprego estável em Portugal, numa empresa razoavelmente boa, no entanto, sentia que pessoal e profissionalmente estava a estagnar e que a evolução que gostaria de ter, era quase impossivel acontecer ficando lá. Assim quando me perguntaram se queria tentar uma experiência nova no Dubai, não hesitei e passdos uns dias, rescindi contrato com a empresa para a qual trabalhava havia quase 9 anos, arrumei as malas, arrendei o meu apartamento e fui apanhar o avião.
3 - Foi sempre seu desejo viver/trabalhar fora de Portugal ou tratou-se de uma necesidade?
A minha intenção era, e continua a ser, viver em Portugal, um modo de vida com o qual sempre me identifiquei. E a minha experiência no Dubai, não passa disso mesmo, uma experiência. Embora hoje, esteja a ponderar estender a aventura por mais uns tempos, o objectivo será sempre, regressar a casa.
4 - Conhecia alguém no Dubai que tenha ajudado na sua integração?
Ao invés da minha primeira mudança, a de França para Portugal, em que fui sozinha e com muito poucos amigos lá para me ajudar na integração (tenho a agradecer ao Ricardo, ao Telmo, a Joana, a Geni), a minha mudança para o Dubai foi facilitada pelo facto de ir com o meu namorado. Tudo se torna mais fácil, quando temos alguém para partilhar as incertezas e as experiências, e fomos aprendendo os dois a integrar-nos neste pais fantástico.
5 - Foi difícil a adaptação a um novo país, a uma nova forma de estar na vida e no trabalho?
Não posso qualificar de fácil ou difícil a adaptação a este país, por serem tantas as variáveis... Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é uma cidade muito cosmopolita, onde 80% da população é expatriada, então a vida na Cidade é muito virada para o expatriado e para o exterior em geral (turismo). Apesar de ser um país de cultura árabe, as liberdades individuais são muito parecidas às que conhecemos na Europa, mas se isto é a realidade do Dubai, não se pode dizer o mesmo dos outros emirados vizinhos muito mais tradicionais. O desafio principal é entender os diversos sotaques de inglês que nos aparecem, de indianos, paquistaneses, filipinos, franceses, ingleses, australianos,... e com isso, aprender também a lidar com culturas e maneiras de ser e estar diferentes, a religião, a maneira de conduzir, a maneira de trabalhar, de lidar com horários,... Acho que pelo facto de sermos “todos” estrangeiros, longe das nossas raízes, existe uma cohabitação mais compreensiva, e isso será o elemento facilitador. Enquanto que a adaptação ao calor extremo ou às regras impostas durante o Ramadão, serão os elementos menos favoráveis. Durante o Ramadão, o muçulmano, não come, nem bebe durante as horas do dia, e nesses dias, ninguém pode comer em público, beber em público, dançar em público, fumar em público até o sol se pôr. Mas é só durante um mês, e os prós compensam os contras. O outro senão que me deixará sempre um sentimento de inacabado, é o facto dos Emiratis serem pessoas muito pouco viradas para o “exterior”, ficam muito entre si e não abrem as portas aos expatriados com facilidade, acho que ser convidada a tomar um chá em casa de um Emirati teria completado a minha experiência cá.
6 - Que visão tinha da vida dos emigrantes antes de partir para o Dubai e que visão tem agora?
A vida do emigrante é um tema que comento muita vez. Acho que somos uma geração de emigrantes sortuda. Eu cresci a ouvir as histórias dos meus avós, que emigraram para França nos anos 60 em que a necessidade era quase vital, ao ponto que se sujeitavam a condições de vida muito rudimentares, lembro-me do meu pai me contar que quando chegaram a França, foram viver com um irmão do meu avô e a sua familia, num apartamento minusculo com um só quarto. Quando vim para o Dubai, lembrei-me disso tudo. Eu escolhi vir, porque queria viver uma aventura, vim viver para um T1 maior que o meu em Leiria, num predio com seguranca 24h por dia, 7 dias por semanas, com sauna, banho turco, jacuzzi, ginasio e piscina, e dei-me “ao luxo” de escolher entre várias propostas de trabalho. Sei que há quem emigre por necessidade, no entanto, pelo que vivo, e pelo que vejo, a nossa geração não se sujeitaria nunca ao que se sujeitaram os nossos antepassados, e não acho que seja errado. Ainda bem que temos outra qualidade de vida que aquela que tinham os nossos avós no tempo do Salazar, ainda bem que temos uma vida de maior qualidade e de maior exigência. Simplesmente, a emigração é diferente. Da minha experiência, a minha “emigração” trouxe-me e traz-me tanto: estou a aprender a falar árabe, viajei imenso, voltei a sentir estimulação profissional, saltei de paraquedas e aprendi a fazer snorkeling...
7 - Vai continuar a viver no Dubai? Gostaria de trabalhar/viver noutro país? Qual? Porquê?
Na verdade, a experiência Dubai estará a acabar, ou pelo menos a entrar em stand-by. Neste momento, a ideia é ir passar o verão a Portugal, recarregar as baterias lusas. E porque chegou a necessidade de vivenciar momentos priviligiados com a familia e os amigos, irei entregar a minha carta de rescisão a meados do ano. E no fim do verão, fazer-se-á a avaliação de propostas, desejos de outras aventuras e veremos onde o vento me levará. No Dubai, conseguirei arranjar trabalho de novo, mas confesso que se calhar estaria mais inclinada para um projecto diferente, Singapura, Brasil ou Estados Unidos.... o futuro o dirá.
8 - Com que frequência vai para Portugal e o que pensa da situação económica do país?
Tenho a sorte de conseguir ir a França e a Portugal com alguma frequência, embora o ano 2012 foi mais dedicado a passeios pela Ásia, fui a Portugal 2 vezes. Acompanho diariamente a situação socio-económica de Portugal, mas raramente comento, ate porque nao sei se tenho o direito de comentar algo que escolhi deixar; no entanto, e ja que faz parte dos objectivos desta entrevista, confesso que a situação que se vive em Portugal me preocupa mais numa perspectiva social do que económica. E claro que a situação económica se degradou nos últimos anos, mas acho que se calhar, por tradição, o povo portugues tende a adaptar-se, o que e uma característica excelente nalgumas situações, mas que não o será noutras, quero referir-me as desigualdades abismais de vencimentos por exemplo, ou se calhar a prática corrente do factor C(unha). Mas até isso nos está nos genes e na alma, ou não seríamos nós, o povo da Saudade, palavra temida por muitos tradutores que significa muito mais do que palavras possam expressar.
O meu desejo hoje, é que a marca deixada pela minha geração de emigração seja semelhante à marca que
deixaram os nossos avós onde emigraram, uma marca de dedicação, seriedade, profissionalismo e educação.

http://www.empregopelomundo.com/2013/02/kathy-carrico-dubai-e-a-u/


Sunday, September 9, 2012

a minha aventura


Ando aqui de um lado para o outro, em busca de mim, deixei a Franca para Portugal, país das minhas paixões e mais tarde voei até ao Dubai em busca de aventuras, e novas excitações.
Nestas voltas, encontrei sempre o que fui procurar, construí a minha vida em Portugal, criei raízes e senti emoções, Portugal mais que nunca se tornou a minha pátria.
Hoje no Dubai há quase 2 anos, as aventuras todas ou quase todas, vividas, põe-se a questão de regressar a casa, ao pais, à família e aos amigos deixados para trás num rasto de saudade.
Mas muitos amigos emigraram para poderem concretizar sonhos que Portugal já não permite sejam sonhados, e os que por lá ficaram, estão em luta, com medo na barriga e olhos tristes e dizem baixinho, não voltes, fica aí que estás bem, isto aqui está horrível, isto aqui é uma miséria…
Tristeza, tanta…
E eu que só sonho em regressar a casa, sinto-me invadida por por esta angustia que leio nos vossos emails, que oiço nos nossos telefonemas, e sinto nos vossos silêncios.
E esta dor que se sente, partir ou ficar…


Saturday, August 4, 2012

a saudade


Lembro-me dos meus tempos de universitária; conheci num café explorado na altura por uma família cabo-verdiana, um jornalista, que escrevia peças para a Rádio Alfa, na altura a rádio lusa dos arredores de Paris. Esse senhor falou-nos uma vez, a mim e aos meus colegas, deste povo português e da sua especificidade, se calhar ainda herdada dos tempos dos navegadores portugueses que exploravam o mundo, com os seus muitos sucessos e o orgulho que originavam, da Saudade. Este termo, dizia ele intraduzível, representa muito mais do que uma simples nostalgia, representa algo, que só pode ser manifestado, cantando, pelo nosso Fado.

Hoje, lembro-me desta Saudade, desta Nostalgia e penso. Muitos amigos, como eu, optaram por emigrar e assim se espalharam pela Europa, relembrando a onda de emigracao dos anos 60 para fugir a pobreza e a dictadura; outros para Macau ou o Brasil, regressando a terras em tempos conquistadas pelos nossos antepassados. O povo português continua hoje ainda um povo de migracao e lá carrega com ele toda a Saudade que o caracteriza. Hoje muito facilmente nos apercebermos de pequenos sinais desta Nostalgia pela via dos novos meios de comunicacao e das redes sociais. Diz que a bandeira Portuguesa foi a que mais vezes foi publicada no facebook na altura do Europeu de futebol no passado mês de junho de 2012, o emigrante apoia a selecção, apoia Portugal; para mim, clara manifestação da Nostalgia que sentimos.

Isto tudo levou-me a pensar, de que temos saudades? Falo por mim quando digo que tenho Saudades dos momentos passados com as minhas amigas, as festas, os sorrisos, as alegrias. Tenho saudades das sextas-feiras de verão, na esplanada do café Kazino do Pedrogao, a beber umas minis na companhia de amigos contemplado o pôr de sol no mar da nossa praia. Acredito que, na vida, o que mais nos realiza são estes pequenos momentos que nos enriquecem a alma, e as pessoas que nos aquecem o coração. Saudades dos Amigos.


Mas acredito também, que estas Saudades têm de ser preservadas e guardadas num cantinho da nossa memória, num cantinho do nosso coração, porque é lá o lugar delas. Temos saudades do que nos lembramos, e não podemos esquecer que nada é imutável, que com o tempo, as coisas de que nos lembramos mudaram, tal como nós também mudámos. A cada dia que passa, impregnamo-nos do que nos rodeias, novas pessoas, novas experiências, novos sentimentos, e acredito que o mesmo acontece com tudo. A única coisa que não muda, é o momento que nos lembramos e as pessoas inseridas nesse preciso momento e os sentimentos experienciados naquela exacta circunstância.

Assim, quando regressamos a lugares do passado, eles também mudaram. Pensei nisso porque um amigo meu, também emigrado, publicou no seu perfil uma foto duma discoteca exprimindo a saudade dele em relação aquele sítio fantástico, e lembrei-me, aquele sitio foi fantástico, mas só continua a ser fantástico nas memórias que temos dele, hoje, já só é um monte de cimento com cores diluidas pelo tempo, com brilho terno. E pensei. A Saudade que sentimos tem a ver com aqueles específicos momentos importantes para o nosso coração, e é onde pertencem, num cantinho das nossas memórias.

Penso que, quando tentamos reviver memórias passadas, só nos podemos sentir tristes porque o momento nunca poderá ser o mesmo, o sítio é diferente, as pessoas são diferentes e nos próprios também já não somos os mesmos. Acredito que a tristeza é dupla: há a desilusão que surge quando a tentativa de recriação do momento não é bem sucedida, e a tristeza por procurarmos alegrias onde elas já existiram em detrimento de onde elas ainda podem vir a existir. Temo que, na tentativa de recriar momentos, deixemos escapar outros, outros momentos, outras alegrias, outras recordações. Acho que é um risco que não quero correr. Quero acarinhar tudo o que fez de mim a pessoa que sou hoje, mas quero continuar a evoluir e não parar no tempo, não tentar regressar a momentos que já não são, nem nunca mais serão.

Quando o jornalista falava na Saudade portuguesa ser intraduzível por ser muito mais que uma nostalgia, ele disse, que era porque esta nostalgia trazia fiosinhos de tristeza; na altura pensei ter percebido o que ele queria dizer, hoje acredito que sei o que ele quis dizer, porque este sentimento, esta nuance também já faz parte de mim, algo que com os meus vinte anitos não podia entender.

Hoje, tenho Saudades de momentos que para todo o sempre acarinharei. E hoje quero criar e criar e criar mais Saudades.

Wednesday, December 14, 2011

Qu’on m’explique !

Je ne parviens pas à comprendre ces attitudes… Par contre, je comprends de mieux en mieux ces politiciens dits racistes qui en ont assez de voir leur pays « envahis ».
Je sais ce que c’est que d’immigrer. Mon père a immigré en France dans les années 60 avec ses parents. La quête était bien celle d’une situation meilleure, d’un emploi, d’une éducation décente pour leurs 4 enfants et cela passait par l’abandon d’un régime dictatorial qui se vivait au Portugal, à la recherche d’une démocratie, d’une liberté !
A cette époque-là, les immigrés, étaient connus pour être sérieux, travailleurs, respectueux, ou n’était-ce déjà que par rapport aux immigrés portugais ?
Plus tard, j’avais 21 ans, et bien que je sois née dans ce merveilleux pays, pays des libertés et des droits de l’homme, je suis moi aussi partie. La quête était différente, mais j’emportais avec moi toute ma culture française et toute mon éducation luso-française. Et j’en étais fière. A vrai dire, je le suis toujours.
Pendant les 9 premières années où j’ai vécu au Portugal, j’étais Catia et non Kathy. Ça ne m’enchantait pas ! Ceux qui me connaissent le savent bien, et bien j’ai dû m’y soumettre. En 1978, l’alphabet portugais était plus réduit que celui de la France, donc quand j’ai été déclarée au Consulat du Portugal, eh bien j’ai changé de nom, je m’appelais Catia. Bien sûr, les lois avaient changé 21 ans plus tard, mais les services administratifs n’étaient pas des plus coopératifs, et puis j’étais fatiguée, alors ça m’a pris 9 ans pour officialiser mon nom, celui que mes parents m’ont donné à la naissance, celui qui faisait partie de mon identité pendant les 21 premières années de ma vie.
Eh bien, voilà, je continue à croire malgré tout, que si l’on décide d’immigrer dans un autre pays que le nôtre, et bien on doit se soumettre aux lois et coutumes. Je ne comprends pas que l’on puisse imaginer que l’on a le droit de changer tout ce qui ne nous convient pas dans notre vie et n’en faire qu’à notre tète alors qu’on nous offre la possibilité d’opter pour une amélioration.
Oui, c’est un choix ! On choisit d’immigrer ! On choisit de respecter !
Je suis pourtant bien pacifiste et prône sans cesse les « cherche ta place », « sois heureux dans tes choix », mais est-ce que cela doit être au détriment des autres ?
Pourquoi mesdames musulmanes ne pouvez-vous pas accepter que si vous vivez en France et bien il faut vous soumettre aux lois ? Pourquoi continuer, malgré les amendes, à n’en faire qu’à votre tête ? Vous avez choisi la France pour ses valeurs et ses opportunités, ne devez-vous pas à la France, le respect de ses lois ?
Mes immigrations ne sont pas terminées. Aujourd’hui et depuis 1 an, je vis à Dubai. Dubai est sans nul doute le plus occidentalisé des pays musulmans, la vie y est très agréable. Cependant, les lois sont là : je ne peux pas boire d’alcool, je ne peux pas avoir les épaules trop dénudées, ni des shorts ou jupes trop courts, … et je dois respecter l’islamisme (comme ils respectent mon Catholicisme), le Ramadan. Je dois respecter les lois. Sinon, c’est simple, c’est la prison !
Mais vous, mesdames, vous choisissez de dire « je fais ce que je veux, donnez-moi les amendes que vous voulez, et puis je n’irais pas aux cours d’éducation civique auxquels vous voulez m’envoyer. » Cette lutte était-elle justifiée ? Si vous n’aimez pas les lois françaises, vous avez le choix aussi d’émigrer.
Pendant le Ramadan, j’ai choisi de me balader avec une amie dans les souqs, ces marches traditionnels, et bien sou un soleil de plomb, près de 50 degrés, et après près de 4h de promenade, mon amie et moi nous sommes senties mal, une insolation, faut dire que l’on n’a pas le droit de boire en public pendant le Ramadan, c’est interdit. J’ai choisi de me balader, et bien je me dois de respecter la loi, et je m’interdis de boire en public.
Je ne suis ni pire, ni meilleure que quiconque. Je pense cependant, que parfois, il faut se remettre en cause. Soi. Ses traditions. Ses coutumes. Ses choix !
Moi j’ai choisi.








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