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Friday, April 25, 2014

a magia de Bali


Primeiro fim-de-semana comprido em Singapura, pensamos logo que temos de aproveitar para passear um bocadinho. A escolha e grande mas no final hesitamos entre Vietname e Bali, Indonésia, e optámos por Bali. Já estávamos com saudades de snorkeling, mergulho e paraíso, há quase 1 ano que saímos de Dubai.
Algumas semelhanças e diferenças com a nossa viagem a Phuket, Tailândia. Quando fomos a Phuket, era a primeira viagem assim para um paraíso, mas como sempre, estávamos prontos para a Aventura. Também ainda não fazíamos snorkeling nem mergulho, e foi lá que ganhámos vontade. Bali é uma ilha bem maior e isso implica alguma organização prévia: saber o que se pretende fazer e ver e como nos vamos deslocar. E eu adoro organizar e planear.

Primeiro passo: definição do que queremos ver e fazer
Após alguma pesquisa na net e no guia turístico que comprei, notei que Bali tinha muita riqueza: a natureza e os vulcões, o mar e os seus desportos e a cultura e tradições. E decidi que queria ver um pouco disso tudo, claro!
Soube duma zona de mergulho fantástica onde se pode ver um navio americano afundado pelos Japoneses durante a segunda guerra mundial, ideal para mergulho e snorkeling. Era perfeito!
Analisei muitos dos Templos que lá há, e acreditem que há imensos e defini aquele que eu queria ver, aquele que reunia tudo o que me toca. Era lindo!

Segundo passo: fazer com que tudo seja possível
Agora é que começa a magia.
Comprar bilhetes. Check. Verifico assim que o aeroporto internacional está na pontinha sul da ilha. E  pego no mapa da ilha onde indico aeroporto de chegada, sítio de mergulho e snorkeling, localização do Templo e surpresa, vamos ter que percorrer a ilha quase toda.
Se olharmos para o mapa e nos guias, vê-se que as minhas escolhas não foram as mais comuns: a praia mais turística e Kuta, muito pertinho do aeroporto e Ubud era a vila mais próxima de Kuta e do aeroporto, tem Templo também e muitos mais acessos. No entanto, não era praia que queria fazer, nem queria bater aqueles caminhos turísticos! Eu queria natureza, vulcões e lagos, serenidade e beleza e decidi que não era impossível, que bastava um pouco de logística então “logistiquei”!

Terceiro passo: tudo e possível
Saímos de casa às 5h da manha, o táxi estava à porta à nossa espera e leva-nos ao aeroporto, lá vamos nós, de mochila às costas. Ainda houve quem dormitasse na sala de espera, mas eu não conseguia, já estava em pulgas. O voo da Garuda foi muito bom, 3 horinhas que passaram num instante, se calhar 3 horas parecem mais instantâneas quando vamos de férias, porque não me lembro duma manhã de trabalho passar assim tão depressa... À chegada, temos duas missões: levantar dinheiro local e encontrar o nosso motorista, pois pedi ao hotel para nos arranjar transfer. A primeira missão foi cumprida com êxito e sentimo-nos logo milionários: à questão “quanto dinheiro levantamos” respondemos com “alguns milhões”, dois e qualquer coisa, já não se conta. 1 Euro equivale a quase 16000 IDR, Indonesian Rupee, a moeda local. Com dinheiro no bolso, fomos à procura do nosso motorista, Gueday estava à nossa espera, de sorriso na cara. Verificámos mais tarde que todos os locais sorriem, todos! E isso é mágico! Subimos para uma carrinha novinha e lá vamos nós para 3 horas de caminho até à ponta norte da ilha. Pois é: pondo dum lado da balança, o tempo, os quilómetros e os custos e do outro lado, os nossos sonhos, optei por um hotel em Tulamben, a 3 horas de carro do aeroporto mas que me pareceu ideal, e comprovámos que o era.
O motorista foi fantástico e a viagem tornou-se numa visita guiada pelos campos de arroz com paragens para fotos e um almoço de comida local em Candidasa, um sítio lindo com macacos à beira da estrada. Foram 5 horitas bem passadas (entre viagem, almoço e paragens). Mas convém notar que, para conduzir em Bali é preciso uma dose bem grande de zen-attitude, as ultrapassagens são completamente folclóricas e as regras completamente opcionais. Mas, correu tudo bem e lá chegámos ao hotel.
O Ocean Sun Diving Resort está localizado no sopé dum dos mais lindos vulcões e organiza mergulhos e snorkeling ao navio americano USAT. Largámos a mochila no nosso bungalow, vestimos fatos de banho e lá vamos nós de máscaras em punho ver o prometido mar.
Chegar à “praia” não levou mais de 3 minutos a pé, por entre vegetação e embalagens  de bolos e de detergentes (algo um pouco perturbador para nós) e trazia mais surpresas: primeira, não há praia per se, há um amontoado de calhaus pretos nada amigáveis; e segunda: um mar lindo e calmo e a água mais limpa que alguma vez vimos. Confesso que fiquei um pouco confusa: o que bem irei fazer quando me fartar de fazer plouf-plouf na água? Mas enfim. Nem uma, nem duas, vamos para o hotel pedir barbatanas e botas imprescindíveis e – passado o cheiro a peixe salgado e a desagradável sensação d’humidade inicial – fabulosas! E lá vamos nós outra vez, desta vez, decididos a ver o que havia que ver e aproveitar o resto de luz do dia. Passada a dificuldade de entrar num mar de pedras com barbatanas, tivemos uma experiência maravilhosa: uma água cristalina e quentinha, e um fundo marino tão colorido e cheio de peixinhos lindos. O sol se estava a pôr, regressámos ao hotel encantados e a pensar no dia seguinte que seria ainda mais lindo. Tomámos o nosso banho, no nosso chuveiro exterior, foi muito giro porque não nos lembrámos de acender a luz e assim evitámos o ataque dos mosquitos; e tomámos nota para os próximos duches. O hotel também tem um restaurante que serve comida local e ocidental e lá foi o nosso primeiro jantar em Bali, com vista para o vulcão Agung e a planear com o Ricardo (alemão, dono do hotel, que se mudou para Bali há uns anos quando o stress europeu se tornou insuportável) as nossas actividades do dia seguinte, estávamos nós, já, entusiasmadíssimos.

Segundo dia em Bali.
Acordámos de manhãzinha, após uma noite bem dormida. Se calhar, a televisão é mesmo muito mais supérflua que o que pensamos. E vamos tomar um pequeno-almoço fresco e colorido e vamos nos equipar. O vulcão está lindo de manhã, ainda temos tempo de tirar umas fotos maravilhosas, o contacto com a natureza, tal como ambicionávamos.
Apresentam-nos ao Katur, o nossos guia de mergulho/snorkeling para o dia. Eu vou só fazer snorkeling, ainda não ultrapassei todos os meus medos, mas o Zowjee vai mergulhar e ele está Feliz, ele sabe o que vai “ver” mas era surpresa até à nossa chegada à Bali e eu estou a adorar vê-lo assim. Equipados, lá vamos nós para a primeira actividade do dia: o “coral garden” com as suas estatuetas de Buddha. Não cheguei a ver as estatuetas da superfície mas o Zowjee ficou maravilhado com a visão. Partilho aqui um vídeo que não é nosso, mas dá para perceber do que estou a falar.


Fizemos um intervalo para o almoço e a seguir, fomos ver o navio. Zowjee mergulhou com o guia e ficou deslumbrado. Fiquei cá fora, a corrente era muita para eu ir sozinha, a imaginar o quanto ele devia de estar a adorar. Quando ele sai da água, ele não teve palavras no início, só disse, vamos agora os dois com máscara, e eu, claro, estava deserta. Uma das experiências mais lindas da minha vida: snorkeling de mãos dadas no mar de Bali a ver peixes pequenos e grandalhões, pretos e coloridos, e a ver o navio afundado, a passar pelas bolhas de ar dos mergulhadores por baixo de nós. Foi simplesmente mágico. Sem palavras. Até me distraía a ver e a querer tocar nos peixes e a querer mergulhar. Lindo.
O dia tinha sido maravilhoso e ainda tínhamos umas duas horas de luz depois do banho tomado, optámos por alugar uma scooter, aquela que viria a ser a nossa fiel amiga de Bali e ir passear pelos campos de arroz, à procura dum sítio lindo para jantar e assim parámos em Amed, uma vilazinha pacata com o perfeito pequeno café onde jantámos um suculento bife de atum grelhado, jogámos um snooker e conhecemos a Alice (6 anos) e a Adèle (8 anos), duas meninas do Mundo. De avós paternos portugueses, maternos franceses, e pais, cidadãos do Mundo, a Adèle nasceu no Vietnam e a irmã na Tunísia, a viver em Myamar (ou Burma) de momento, mas que em breve iriam para a Escócia, que falavam 4 línguas e iriam aprender mais, meninas lindas, queridas, e que nem tinham noção da riqueza e da magia das suas vidas, duas meninas que não vou esquecer. O dia não podia ter sido mais Lindo.

Terceiro dia em Bali, visita do país, e do Templo.
Após mais um pequeno-almoço fabuloso, fazemo-nos à estrada ainda não eram 8 horas, ia ser um dia longo e estávamos prontos para a aventura.
Tínhamos preparado o itinerário por forma a ficar em estradas principais, iam ser perto de 250 quilómetros, de scooter, em estradas do tipo das nossas locais. Já tínhamos tido a experiência da scooter em Phuket e tínhamos adorado. No início, com algum receio pois, todos os guias dizem que é muito perigoso devido à condução mais que original dos locais, mas já diziam isso em Phuket e a nossa experiência foi fantástica. Também havia a questão deles conduzirem “ao contrário”, do lado esquerdo da estrada, mas também já não nos preocupava. Claro que podíamos ter optado por um carro com guia mas a experiência não teria tido o mesmo encanto. Notamos que pagámos 3.70 Euros por dia para a scooter (5 euros por dia na Tailândia) e que o único senão é o conforto para o rabiosque, assim votámos scooter! E não nos arrependemos: temos uma visão do país completamente diferente dessa forma, podemos parar onde queremos com facilidade e assim foi, mal vimos a tableta “waterfall”, pusemos pisca e saímos da estrada principal, entrámos numa estrada de terra batida e pedras e subimos ainda uns quilometrozinhos até à “entrada”, o que não teria sido possível de carro. Estacionámos a moto, pagámos a entradazita, salvo erro, 1 euro e meio cada um, e começámos a caminhar, a subir, atravessámos um riacho e metemo-nos pelos caminhos sinuosos que nos levariam a uma cascata de mais de 60 metros e de água morninha. Era complicado tomar banho por causa das rochas que lá havia, mas ainda apanhámos uma “chuveirada” jeitosa. Foi Lindo, horas de nos pôr a andar, direcção ao Templo Pura Ulun Danu Bratan. Ainda parámos no caminho para comer um satay local (pequenas espetadas de frango com molho de amendoim) e dar umas bananas e umas batatas às dezenas de macacos que estavam à beira da estrada. Quanto mais subíamos, mais o tempo se refrescava, até tivemos direito a chuva. Mas isso não nos assusta, já estamos mais ou menos habituados ao clima tropical, pararia logo e se não fosse a altitude, sentiríamos o mesmo calor. Quando chegámos ao Templo, percebemos logo que, como dizem os guias, o Templo parece flutuar no lago. É uma visão serena e mágica. Tirámos fotos e fotos. E andámos pelos caminhos dos jardins. Ainda presenciámos os festejos da Páscoa. E sentimos a Magia de Ulun Danu.
No regresso, com o coração cheio, e o rabinho dorido, parámos numa pequena praia, de areia preta vulcânica, e de mar maravilhoso para tomarmos um banho, sorrirmos para o pôr de sol e assistir a um jogo de futebol dos garotos da terra, o guarda-redes vestia uma camisola da nossa selecção.
Quando chegámos ao hotel, já era de noite, estávamos exaustos, não só pelo trajecto de scooter mas pelas emoções que nos invadiam. Tomámos um banho com bichos, um jantar rapidinho e íamos tentar dormir umas horas, pois o dia seguinte era de partida e tínhamos combinado com o motorista às 8h30.

Quarto dia, o regresso.
Parece-me que estávamos invadidos por tamanha serenidade que tudo se organizava por si só. Acordámos cedinho. Ainda fomos ver o “nosso” vulcão de mais pertinho. Tomámos aquele pequeno-almoço habitual. Preparámos a mochila. Fizemos check out e às 8h30 em ponto, estávamos a sair de Tulamben direcção Kuta para um almoço rápido antes d’ir apanhar o avião. Kuta a praia turística de que falei no início. A ideia era só dar uma vista de olhos, comermos qualquer coisa e dirigirmo-nos para o aeroporto. E assim foi. De facto, muito mais turístico que Tulamben, um trânsito caótico, e toneladas de casas de souvenirs à beira da estrada, a semelhança do que vimos nas nossas praias, já longe dos estaminés de fruta e legumes que nos tinham acompanhado durante as férias. A praia é linda e de areia branca e o mar, ideal para surfista. E percebi, que a minha escolha tinha sido a mais acertada, mesmo se nos primeiros instantes tive as minhas dúvidas, Kuta não era para nós. Um tacsi nos levou para o aeroporto que também é lindo, muito verde, muito natural e assim acabou a nossa viagem a Bali, com o sentimento que 4 dias não chegam, mas com o coração e a alma cheios de tanta Magia.

Notamos que não experimentámos a piscina do hotel, havia coisas bem mais originais para viver.

Adorámos Bali e quem sabe, um dia até pode ser que voltemos.


Bali é mágica.


Wednesday, November 21, 2012

Politicomania in the grocery store

Imagine, that I found myself a few times now, politicalizing the fruit and the vegetable I would be purchasing.  In the middle of the grocery stalls, looking at tomatoes from Syria and oranges from Lebanon, olive oil from Cairo, I am there thinking about repressive governments, daily bombings, people deprived of  the most basic freedoms, local producers and their livings.
I now think I am suffering from PTSD, or the world has gone so crazy that I am getting crazy myself, and I miss the time when I would choose a strawberry from its smell and color…

Friday, February 17, 2012

Um dia no Dubai

Todos os dias, quando saio do escritório e vou para casa, apanho a auto-estrada E311 – Emirates Road, a mais importante estrada dos Emirados Árabes Unidos e quase todos os dias vejo uma cena que me leva a pensar. Vejo carros, parados na berma da estrada ou na faixa de emergência. Para além de todas as considerações de segurança que nos ocorrem logo, deparamos com um episódio invulgar: senhores, muçulmanos, param o carro, saem dele com o seu tapete e virados para a Meca, rezam a Allah.
É um espectáculo realmente fantástico, até porque, da estrada que falo, a paisagem é quase anacrónica: a tradição, a reza e os costumes são respeitados com um pano de fundo extraordinário, a paisagem de prédios cada um mais alto que o anterior desta cidade gigantesca e cenário de todas as misturas que compõem o Dubai.

Vou já clarificar, que o facto de pararem no “meio” da estrada não é surpresa nenhuma até porque cá, regras de circulação e trânsito são quase virtuais, parece que só existem no livro. O facto, dum homem, sair do carro, assim a beira da estrada, também não me é estranha. Também na Europa isso acontece frequentemente. O que mais me surpreende é o motivo da paragem desses senhores.


Por ter vivido tanto em França como em Portugal, posso dizer que sim, já vi, dezenas de homens a encostarem o carro na faixa de emergência ou na berma da estrada nos meus 30 e poucos anos de vida, mas aí é que está, eles não paravam para rezar, eles param paravam satisfazer uma de duas possíveis (e urgentes – daí pararem na faixa de emergência) necessidades fisiológicas: o xixi ou a “menina”. Posso estar com pré-supostos/pré-conceitos errados, é bem possível, mas não creio estar muito longe da verdade. Aí é que me ponho a pensar, os senhores, cá no Dubai, também param para satisfazer uma necessidade urgente, mas essa é diferente, essa é espiritual.


Nos Emirados, como em todo o país muçulmano é, para além de ilegal, impensável, urinar na via pública a pena é de prisão efectiva, o que assustará muito; mas não penso que seja só a punição que assuste, mas acho que passará também pela força e presença dos costumes e das tradições.

Pode surpreender algumas pessoas, mas na maior parte dos países europeus é também ilegal urinar em público – digo isso porque, se acontece tão frequentemente, deve ser porque as pessoas não sabem… ou saberão? Penso que, na Europa, não se respeitará tanto essa interdição por não se perceber esse crime de forma tão violenta; mas sim, é crime também na Europa, faz parte dos crimes de atentados ao pudor; no entanto, e se calhar por a pena incorrida não ser também tão ‘grave’, a lei não me parece que seja muito respeitada.

A meu ver, este é um pequeno exemplo de diferenças culturais interessantes de salientar:


A urgência espiritual que justifica uma paragem súbita a beira duma auto-estrada de pelo menos 12 faixas de um povo VS a urgência fisiológica de outro povo


E este exemplo, e os pensamentos que daí decorrem, fazem com que a minha aventura no Dubai, seja rica e valiosa.


E cá entre nós, rapazes, amigos, irmãos, companheiros, pais… acreditem quando digo, nós, meninas, não vimos nada de sexy nisso de pararem a beira da estrada… e mais não digo!



A foto foi tirada num desses dias, a 120 Km/h e com telemóvel, a qualidade não é a melhor, mas passa um pouco a idéia..

Wednesday, February 1, 2012

Qu'on m'explique!

Hier, un petit garçon de 8 ans a été retrouvé pendu dans sa chambre…



Je lis cet article dans le Parisien et je ne peux m’empêcher de penser : « combien d’enfants sont morts dernièrement,
suicidés ? Je ne sais plus. J’ai l’impression de lire des articles comme celui-ci toutes les semaines…



Je ne comprends pas.



Comment, un enfant de 8 ans, peut avoir envie de mourir ?



Comment, un enfant de 8 ans, peut-il penser que la vie n’est pas rose et faite de Bonheur, Joie et Affection ?



Je ne veux pas comprendre.



Je m’interroge.



Quel est notre rôle, à nous adultes, dans tout ça ?



Quelle est notre responsabilité ?



Les enfants ne sont pas uniquement notre futur, ils sont aussi et surtout notre présent – dans le temps et dans le cadeau.



Je ne comprends pas. Je ne veux pas comprendre. Je veux que les enfants soient des enfants. Un enfant ne doit connaitre
que l’Amour inconditionnel, la sécurité des bras paternels, la douceur des baisers maternels, le respect et l’éducation
d’une société qui devrait être la nôtre.



Je ne comprends pas. Je ne veux pas comprendre. Je veux des enfants Heureux.

 

Wednesday, December 14, 2011

Qu’on m’explique !

Je ne parviens pas à comprendre ces attitudes… Par contre, je comprends de mieux en mieux ces politiciens dits racistes qui en ont assez de voir leur pays « envahis ».
Je sais ce que c’est que d’immigrer. Mon père a immigré en France dans les années 60 avec ses parents. La quête était bien celle d’une situation meilleure, d’un emploi, d’une éducation décente pour leurs 4 enfants et cela passait par l’abandon d’un régime dictatorial qui se vivait au Portugal, à la recherche d’une démocratie, d’une liberté !
A cette époque-là, les immigrés, étaient connus pour être sérieux, travailleurs, respectueux, ou n’était-ce déjà que par rapport aux immigrés portugais ?
Plus tard, j’avais 21 ans, et bien que je sois née dans ce merveilleux pays, pays des libertés et des droits de l’homme, je suis moi aussi partie. La quête était différente, mais j’emportais avec moi toute ma culture française et toute mon éducation luso-française. Et j’en étais fière. A vrai dire, je le suis toujours.
Pendant les 9 premières années où j’ai vécu au Portugal, j’étais Catia et non Kathy. Ça ne m’enchantait pas ! Ceux qui me connaissent le savent bien, et bien j’ai dû m’y soumettre. En 1978, l’alphabet portugais était plus réduit que celui de la France, donc quand j’ai été déclarée au Consulat du Portugal, eh bien j’ai changé de nom, je m’appelais Catia. Bien sûr, les lois avaient changé 21 ans plus tard, mais les services administratifs n’étaient pas des plus coopératifs, et puis j’étais fatiguée, alors ça m’a pris 9 ans pour officialiser mon nom, celui que mes parents m’ont donné à la naissance, celui qui faisait partie de mon identité pendant les 21 premières années de ma vie.
Eh bien, voilà, je continue à croire malgré tout, que si l’on décide d’immigrer dans un autre pays que le nôtre, et bien on doit se soumettre aux lois et coutumes. Je ne comprends pas que l’on puisse imaginer que l’on a le droit de changer tout ce qui ne nous convient pas dans notre vie et n’en faire qu’à notre tète alors qu’on nous offre la possibilité d’opter pour une amélioration.
Oui, c’est un choix ! On choisit d’immigrer ! On choisit de respecter !
Je suis pourtant bien pacifiste et prône sans cesse les « cherche ta place », « sois heureux dans tes choix », mais est-ce que cela doit être au détriment des autres ?
Pourquoi mesdames musulmanes ne pouvez-vous pas accepter que si vous vivez en France et bien il faut vous soumettre aux lois ? Pourquoi continuer, malgré les amendes, à n’en faire qu’à votre tête ? Vous avez choisi la France pour ses valeurs et ses opportunités, ne devez-vous pas à la France, le respect de ses lois ?
Mes immigrations ne sont pas terminées. Aujourd’hui et depuis 1 an, je vis à Dubai. Dubai est sans nul doute le plus occidentalisé des pays musulmans, la vie y est très agréable. Cependant, les lois sont là : je ne peux pas boire d’alcool, je ne peux pas avoir les épaules trop dénudées, ni des shorts ou jupes trop courts, … et je dois respecter l’islamisme (comme ils respectent mon Catholicisme), le Ramadan. Je dois respecter les lois. Sinon, c’est simple, c’est la prison !
Mais vous, mesdames, vous choisissez de dire « je fais ce que je veux, donnez-moi les amendes que vous voulez, et puis je n’irais pas aux cours d’éducation civique auxquels vous voulez m’envoyer. » Cette lutte était-elle justifiée ? Si vous n’aimez pas les lois françaises, vous avez le choix aussi d’émigrer.
Pendant le Ramadan, j’ai choisi de me balader avec une amie dans les souqs, ces marches traditionnels, et bien sou un soleil de plomb, près de 50 degrés, et après près de 4h de promenade, mon amie et moi nous sommes senties mal, une insolation, faut dire que l’on n’a pas le droit de boire en public pendant le Ramadan, c’est interdit. J’ai choisi de me balader, et bien je me dois de respecter la loi, et je m’interdis de boire en public.
Je ne suis ni pire, ni meilleure que quiconque. Je pense cependant, que parfois, il faut se remettre en cause. Soi. Ses traditions. Ses coutumes. Ses choix !
Moi j’ai choisi.








http://www.leparisien.fr/societe/voile-integral-une-femme-condamnee-a-15-jours-de-stage-citoyen-12-12-2011-1764989.php

Friday, November 11, 2011

what is wrong with people



The other day I saw this picture and it made me laugh to see the truth right there in front of my eyes: we all are different but we are also all the same.
Though the color of our skin, our Religion, our Education, our roots, our traditions, the way we were raised, the country we grew up in may be different, at the end, aren't we all the same?
Don't we all bleed the same blood?
Don't we all fear the same unknown?
Don't we all hope for the same happiness?